Mais 4376 casos e 13 mortos em 24 horas. Incidência continua a subir e R(t) desce para 1,09

Dados da DGS indicam que a incidência continua a subir e o R(t) recua para 1,09. Há mais 4376 casos de covid-19 e estão 867 pessoas internadas, das quais 171 em unidades de cuidados intensivos.

Morreram 13 pessoas em Portugal devido à infeção por SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, segundo indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Desde 22 de março que não era registado um número tão elevado de mortes por covid-19. Do total de óbitos registados agora, 10 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo.

Foram ainda confirmados 4376 novos casos de covid-19 (mais 1670 em comparação com o dia de ontem), diz o relatório desta quarta-feira (21 de julho). É o maior número diário de infeções desde 10 de fevereiro.

A região da capital e o Norte continuam a concentrar o maior número de novas infeções.

No que se refere à pressão nos hospitais portugueses, há mais 13 pessoas internadas, totalizando agora 867 hospitalizações devido à doença. Há, no entanto, menos seis doentes nas unidades de cuidados intensivos, onde estão 171 pessoas internadas.

Incidência da infeção ultrapassa os 400 casos por 100 mil habitantes ​​​​

A incidência a 14 dias da infeção pelo novo coronavírus continua a subir. Passou de 391,0 para 409,0 casos por 100 mil habitantes a nível nacional. Sem ter em conta as regiões autónomas, Madeira e Açores, a incidência passou de 403,0 para 421,3 no continente

Já o índice de transmissibilidade, R(t) mantém a tendência decrescente e recua ligeiramente para 1,09.

Os valores do R(t) e da incidência de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias são os indicadores da matriz de risco, que serve de base ao Governo na gestão da pandemia, sendo que Portugal está na zona vermelha.

Dos mais de quatro mil novos casos registados entre ontem e hoje, 1744 foram reportados em Lisboa e Vale do Tejo, que mantém-se como a região que regista o maior número diário de infeções.

Logo a seguir surge o Norte com mais 1592 diagnósticos de covid-19 e o Centro com 430 novos casos.

Foram ainda confirmadas mais 394 infeções no Algarve, 130 no Alentejo, 63 nos Açores e 23 na Madeira.

O maior número de óbitos foi registado na região da capital (10). As restantes três mortes foram reportadas no Alentejo, Algarve e nos Açores.

O relatório da DGS refere que em 24 horas há mais 2703 pessoas que recuperaram da doença, número inferior ao das infeções diárias, tendo sido, por isso, registado um aumento de 1660 nos casos ativos da doença. São agora 52 147.

Refira-se ainda que há menos 1398 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Esta atualização mostra que Portugal já registou, desde o início da pandemia, 939 622 diagnósticos de covid-19, 17 232 óbitos e 870 243 recuperados.

"Há a possibilidade de termos mais vacinas de entrega antecipada", diz ministra da Saúde

Dados da DGS num dia em que a ministra da Saúde anunciou que "nos próximos dias" há a possibilidade de Portugal ter "mais doses de vacinas de entrega antecipada da Pfizer, através de cedências de outros países que se encontram com as respetivas campanhas de vacinação em outras fases".

Marta Temido disse esta quarta-feira que o Governo português está a negociar com a Comissão Europeia e alguns Estados-membros para que Portugal receba antecipadamente mais doses de vacina contra a covid-19 da Pfizer.

A informação foi dada depois de questionada sobre o facto de existirem concelhos sem vagas para auto agendamento, conforme disse o coordenador da task force do plano de vacinação.

"Junto da Comissão Europeia e outros países que estão no processo de compras conjuntas, Portugal e o Governo continuam empenhados no sentido de tentar agilizar a entrega de uma maior quantidade de vacinas" contra a covid-19, declarou.

De acordo com a titular da pasta da Saúde, neste momento, "este é um tema que está em cima da mesa".

Task force reconhece a falta de vacinas para responder aos auto agendamentos

Marta Temido reconheceu o "constrangimento" existente esta semana ao nível da disponibilidade de vacinas, ao lembrar a dependência "daquilo que é o 'stock' de vacinação", embora tenha assegurado que a atual circunstância "irá ficar ultrapassada ao longo dos próximos dias".

A governante acrescentou que o país vai ter mais entregas de vacinas e desvalorizou o atraso na abertura do auto agendamento para as pessoas a partir dos 20 anos.

Entretanto, a task force reconheceu a falta de vacinas para responder à elevada procura aos auto agendamentos de pessoas mais novas, mas salientou que continuam a ser administradas entre 100 a 110 mil doses por dia.

A estrutura liderada por Gouveia e Melo reconheceu que, em alguns dos cerca de 300 centros de vacinação covid-19 disponíveis em Portugal continental, "possa, momentaneamente, existir algum atraso no processo de agendamento".

"Estamos preparados para começar a vacinar abaixo dos 18 anos na última semana de agosto", diz ministra

Aos jornalistas, a ministra revelou que a DGS pediu duas semanas para definir posição sobre a vacinação de jovens.

Segundo a governante, os pareceres preliminares desta comissão apontam para "uma priorização do grupo etário dos 18 aos 16 anos" e "uma priorização de vacinação de crianças com comorbilidades na faixa" abaixo, entre os 15 e os 12 anos, além do já referido "pedido de mais tempo" para recolha e análise de informação.

"Estamos preparados para começar a vacinar abaixo dos 18 anos na última semana de agosto. A nossa campanha de vacinação está desenhada para isso, aguardamos ainda as indicações técnicas", assegurou a ministra da Saúde.

OMS teme que se possa atingir 200 milhões de infeções globais em agosto

No que se refere à evolução da pandemia a nível global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu esta quarta-feira que o número acumulado de infeções por covid-19 em todo o mundo poderá atingir os 200 milhões nas próximas três semanas se a atual taxa crescente de casos continuar, noticia a agência Efe.

De 12 a 18 de julho, as infeções globais aumentaram 12%, com mais de 3,4 milhões de casos, quase mais meio milhão por dia, enquanto o número de mortes permaneceu estável.

Foram registadas 57 000 mortes de covid-19 na semana passada e cerca de mais 100 000 infeções por dia do que na semana anterior, elevando o total desde o início da pandemia para mais de 190 milhões de casos e quatro milhões de mortes.

A OMS culpou o aumento de infeções pela circulação de variantes mais transmissíveis, como a Delta, já identificada em 124 países.

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