Internamentos a descer. Região Norte com a maioria dos novos casos

Mais 11 mortes e 2118 casos de covid-19 registados em Portugal. Há menos 24 pessoas internadas. São agora 744 doentes hospitalizados, dos quais 144 em unidades em cuidados intensivos, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, mais 2118 casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológioco da Direção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta terça-feira (17 de agosto) indica que morreram mais 11 pessoas devido à infeção pelo novo coronavírus.

No que se refere à pressão nos hospitais, o boletim diário mostra que o número de internados desce para 744 (menos 24 face ao reportado na segunda-feira). Deste total, 144 estão em unidades de cuidados intensivos, o que corresponde a menos 10 doentes em comparação com o dia anterior.

Em relação à distribuição geográfica dos diagnósticos de covid-19, a região Norte concentra o maior número de novos casos (775), seguida de Lisboa e Vale do Tejo com 727.

Estas duas zonas do país têm 70,9% do total das novas infeções verificadas nas últimas 24 horas.

Verificam-se ainda mais 265 casos no Centro, 174 no Algarve, 131 no Alentejo, 43 na Madeira e três nos Açores.

As regiões autónomas não reportaram vítimas mortais associadas à covid-19. Os 11 óbitos registados em 24 horas ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo (quatro), no Norte (dois), Centro (dois) Alentejo (dois), Algarve (um).

Relativamente às idades das vítimas mortais, o boletim regista que três tinham mais de 80 anos, sete entre 70 e 79 anos e uma entre 60 e 69 anos.

A faixa etária entre os 20 e os 29 anos volta a ser aquela em que se registaram mais novos casos, com mais 575 infetados nas últimas 24 horas.

Seguem-se as faixas etárias entre os 10 e os 19 anos (443 novos casos) e entre os 30 e os 39 anos (270 novos casos).

Registaram-se mais 3666 casos de pessoas que recuperaram da doença num total de 945 259.

Desde o início da pandemia, Portugal soma mais de um milhão de casos confirmados (1 006 588) e 17 584 óbitos.

DGS indica que há menos 1310 contactos em vigilãncia pelas autoridades de saúde, num total de 52 128.

Há agora 43 745 casos ativos da doença (menos 1559), de acordo com os dados do relatório diário, no dia em que se inicia o estudo serológico para conhecer o nível de imunidade à covid-19 nos lares de idosos na Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo, Sagres, a primeira instituição de uma amostra que abrange cinco mil pessoas.

O estudo serológico vai decorrer ao longo do mês em lares do Alentejo e do Algarve, com o objetivo de conhecer a duração da imunidade produzida pela vacina entre idosos e funcionários dos lares.

Estudo revela que 63% dos idosos têm anticorpos seis meses após vacinação

Já esta terça-feira foram conhecidos os resultados de um estudo do Instituto Gulbenkian de Ciência, indicando que 63% dos idosos com mais de 70 anos têm anticorpos contra o coronavírus que causa a covid-19 seis meses após a vacinação.

O estudo, conduzido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), envolveu 260 idosos de cinco lares, além de 160 funcionários, em que a quase totalidade (98,1%) continuava, ao fim do mesmo tempo, com anticorpos contra o SARS-CoV-2.

Em comunicado, o IGC refere que os dados "confirmam que, à semelhança do que acontece com outras vacinas, a diminuição dos anticorpos gerados pela vacinação" contra a covid-19, uma doença respiratória, "é mais rápida na população mais idosa".

Isto numa altura em que o processo de vacinação em Portugal abrange os jovens a partir dos 16 anos, sendo que no próximo fim de semana começa a inoculação da faixa etária entre os 12 e os 15 anos.

Entretanto, o auto agendamento da vacinação contra a covid-19 para menores entre os 12 e os 17 anos vai reabrir entre esta quinta-feira e sábado, decorrendo em exclusivo durante este período, adiantou a task force. À Lusa, fonte da equipa coordenada pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo indicou ainda que a vacinação destes utentes será realizada no fim de semana de 28 e 29 de agosto.

Situação na Tunísia é "preocupante". Portugal participa na ajuda de emergência da UE

E no combate à pandemia, Portugal, soube-se esta terça-feira, é um dos países que participa na ajuda de emergência da UE à Tunísia.

São treze países europeus que mobilizaram ajuda de emergência, através do mecanismo europeu de proteção civil, para apoiar a Tunísia no combate à pandemia da covid-19, anunciou a Comissão Europeia.

Apontando que a situação sanitária na Tunísia é "preocupante", o que levou as autoridades tunisinas a solicitar ajuda à UE, o executivo comunitário anunciou que Áustria, Bélgica, Alemanha, Espanha, França, Luxemburgo, Malta, Noruega (que, não sendo Estado-membro da UE, participa no mecanismo), Portugal, Letónia, República Checa, Croácia e Roménia "reagiram ao pedido" de Tunes e a ajuda já começou a chegar ao país do norte de África.

Também esta terça-feira, a Nova Zelândia fez saber que vai avançar com um confinamento nacional, depois de ter sido detetado um caso de covid-19 em Auckland, o que não acontecia desde fevereiro.

O confinamento é de três dias a nível nacional, mas passa a sete dias em Auckland e em Coromandel, uma cidade costeira onde esteve a pessoa infetada, noticia a Reuters.

A Nova Zelândia não decretava um confinamento nacional há mais de um ano.

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