MAI anuncia reforço da resposta policial nas zonas de maior concentração turística em Lisboa
A presença policial vai ser ajustada nas zonas de maior concentração de turistas de Lisboa, em função da evolução da criminalidade e das mais recentes ocorrências registadas. A decisão foi anunciada esta terça-feira, 11 de agosto, pelo Ministério da Administração Interna (MAI), um dia depois do caso de uma turista sueca que ficou ferida na sequência do disparo de arma de fogo na Rua Augusta, em plena Baixa lisboeta.
O MAI anunciou em comunicado que, após contactos com a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi decidido manter o dispositivo policial que já tinha sido reforçado desde junho na Baixa e noutras zonas de elevada concentração turística da cidade.
A medida prevê uma avaliação permanente da situação, dos locais, dos horários e dos “fenómenos criminais identificados”, de forma a ajustar o policiamento às necessidades de cada momento e garantir “uma presença policial visível e capacidade de intervenção nas zonas de maior concentração de residentes e turistas”.
Desde junho, a PSP aumentou “a presença e a visibilidade policial na Baixa e noutras zonas de elevada concentração turística de Lisboa”, nomeadamente através de elementos do Corpo de Intervenção. Segundo o MAI, este reforço “contribuiu também para uma resposta mais rápida” à ocorrência de segunda-feira.
A investigação ao caso que resultou no ferimento de uma turista sueca, de 41 anos, permanece a cargo da Polícia Judiciária. Segundo o comunicado do MAI, “prosseguem as diligências destinadas ao integral esclarecimento dos factos e ao apuramento de todas as responsabilidades”, depois de ter sido detido já um dos suspeitos da altercação que acabou por atingir a mulher, atingida no abdómen por uma bala perdida.
A Câmara Municipal de Lisboa vai reforçar também, através da Polícia Municipal e dos serviços competentes, a fiscalização das “atividades comerciais ilícitas e irregulares” nas zonas de maior concentração turística, refere o comunicado do ministério da Administração interna.
A fiscalização incidirá, em particular, sobre atividades que, segundo o comunicado, “contribuem para a degradação e utilização indevida do espaço público”.
O MAI sublinha que o reforço das medidas não decorre necessariamente da conclusão de que o episódio de segunda-feira corresponda a um fenómeno criminal generalizado. “Independentemente de se ter tratado de uma situação pontual”, afirma o comunicado, “o recurso a armas de fogo em plena via pública, numa das zonas de maior concentração de residentes e turistas da cidade, exige uma resposta firme”.

