Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAP.
Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAP.FOTO: Leonardo Negrão/Global Imagens

Álvaro Mendonça e Moura reeleito presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal

Mendonça e Moura, que assumiu a presidência da CAP em 2023, voltou a candidatar-se à liderança da confederação, encabeçando a lista A, a única que concorreu aos órgãos sociais.
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O embaixador Álvaro Mendonça e Moura foi esta quinta-feira, 14 de maio, reeleito, em assembleia-geral, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) para o triénio 2026 e 2029.

Mendonça e Moura, que assumiu a presidência da CAP em 2023, voltou a candidatar-se à liderança da confederação, encabeçando a lista A, a única que concorreu aos órgãos sociais.

“A lista A foi eleita por maioria absoluta dos votos expressos”, lê-se na nota dos resultados eleitorais da CAP.

A lista encabeçada por Mendonça e Moura recebeu 153 dos 160 votos expressos.

Os restantes sete votos estavam em branco.

O embaixador nasceu em 1951 no Porto e é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.

O presidente da CAP foi secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, representante permanente junto das Nações Unidas, embaixador em Madrid e representante permanente junto da Comissão Europeia e dos organismos e organizações internacionais em Genebra.

Antes disso, foi embaixador em Viena, em 1992 foi chefe do gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, depois de ter sido chefe do gabinete do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Em 1990, foi diretor de serviços da África Subsariana, membro das negociações de Bicesse para a paz em Angola, depois de também ter passado pela embaixada em Pretória e pela delegação permanente junto da EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre) e do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), em Genebra.

Álvaro Mendonça e Moura dedica-se ao olival, à vinha e ao amendoal, é sócio da APPITAD, foi professor universitário e membro fundador do Círculo de Estudos do Centralismo.

Da direção fazem ainda parte os vice-presidentes Domingos dos Santos (FNOP – Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutos e Horticolas), Francisco Pavão (APPITAD – Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro), Gonçalo Andrade (Portugal Fresh – Associação para a Promoção das Frutas Legumes e Flores de Portugal), Joaquim Capoulas (APORMOR – Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo), José Duarte (Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos) e Pedro Pimenta (ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo).

Como vogais deste órgão foram eleitos Afonso Martins, António Marques, Bruno Marques, Carlos Lopes, Carlos Neves, José Correia, José Campos, Manuel Pereira de Sousa, Paulo Mota e Rita Bonacho.

Já como vogais suplentes surgem Eduardo Jordão de Sousa, Fátima Mendonça, Gonçalo Batista, José Bouça, José Maria Maia, Manuel Gonçalves e Rafael Pedrico.

Para o Conselho Fiscal foram eleitos Luís Mesquita Dias (presidente), Henrique Damásio, Sérgio Ferreira e Paulo Amaral.

A Mesa da Assembleia Geral é agora composta por Jorge da Costa Rita (presidente), Fermelinda Carvalho (vice-presidente), Manuel Costa e Silva (secretário efetivo) e Pedro Batista (secretário suplente).

Em comunicado, a CAP sublinhou que a nova direção fica marcada por uma “profunda renovação”, com 60% dos seus membros a integrarem, pela primeira vez, este órgão.

“Recebo este resultado com profundo sentido de responsabilidade e gratidão pela confiança renovada das organizações de agricultores. Tem sido uma honra exercer a presidência da CAP durante um período particularmente simbólico da vida da confederação, marcado pela celebração dos seus 50 anos de história ao serviço da Agricultura portuguesa”, afirmou, citado na mesma nota, Mendonça e Moura.

O presidente da CAP disse ainda que ser reeleito neste ano reforça a responsabilidade em continuar a defender o setor num contexto exigente, marcado por desafios ao nível da competitividade, gestão da água e atração de mão-de-obra.

Nestas eleições, que decorreram por meios telemáticos, a CAP contou com 248 associados no pleno gozo dos seus direitos sociais.

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