Lisboa quer atingir em 2030 “zero mortes” nas suas vias rodoviárias. Objetivo que, de acordo com a autarquia, acompanha o Plano Estratégico de Segurança Rodoviária, aprovado em Conselho de Ministros em junho, que tem essa meta estipulada para 2050, apontando para 2030 a redução em 50% do número de mortes nas estradas nacionais.Para cumprir tal meta, a câmara liderada por Carlos Moedas tem efetuado diversas intervenções nas vias rodoviárias, seguindo o Plano Municipal de Segurança Rodoviária (PMSR), como adiantou fonte oficial.De acordo com os dados enviados ao DN, na comparação entre os anos de 2019 e 2024 registou-se uma redução de 40% no número de vítimas mortais: de 15 para nove, respetivamente. Ao mesmo tempo, o PMSR tem como “foco central a acalmia de tráfego e a redução de velocidade” na cidade, tendo, para isso identificado “um conjunto de eixos viários críticos, nos quais estão em curso diversas medidas prioritárias”.Segundo as respostas enviadas dois desses eixos são as avenidas das Forças Armadas e do Estados Unidos da América. Nestas vias, por exemplo, a velocidade máxima permitida baixou de 50 quilómetros/hora para 40% km/h, foi colocado “piso-antiderrapante” e reforçada a sinalização das passagens para peões.Análise aos locais de acidentesDe acordo com a câmara lisboeta uma das medidas implementadas para tentar diminuir a possibilidade de se registarem acidentes rodoviários na cidade passou pela análise dos locais onde os sinistros com vítimas mortais ocorrem. Como explica fonte oficial, “nas 48 horas subsequentes (ao acidente) uma equipa municipal vai ao local e são avaliadas as possíveis causas e definidas as medidas de melhoria para implementação urgente e prioritária”.“Bairros 30” Numa cidade em que entre 1 de dezembro de 2025 e 31 de março deste ano (dados divulgados nos documentos de informação à Assembleia Municipal de Lisboa disponíveis) foram registados 590 acidentes rodoviários a que acorreram os bombeiros sapadores - no período de 1 de abril a 31 de maio esses sinistros atingiram 379, mas estão reunidos num item que reúne acidentes rodoviário/ferroviários/aquá- ticos e elevadores -, a intervenção da autarquia passou, também, pela introdução dos projetos “Bairros 30” e “Bairros 30 + Bici).Estas ações incluem a “requalificação de passadeiras, melhoria de sinalização vertical, colocação de barreiras de proteção de peões, combate ao estacionamento indevido e melhoria do piso e acessibilidade”. Segundo o plano de ação enviado ao DN, essas intervenções estão a acontecer, ou vão ocorrer, até 2027 nos seguintes bairros: Alvito, Ameixoeira, Avenidas Novas, Boavista, Campo Pequeno, Furnas, Caramão da Ajuda, Horta Nova, Olivais Nascente, Olivais Poente, Restelo Norte, Restelo Nascente, São João, São Miguel, Telheiras.Já foram alvo de obras os bairros da Madre de Deus, Restelo, Santa Cruz de Benfica, Rego, Bairro dos Mestres, Campo de Ourique, Alvalade, São Sebastião da Pedreira, Bairro dos Actores, Condado, Encarnação, Parque das Nações, Alto do Parque, Bairro da Liberdade.A autarquia adianta igualmente que está a integrar a rede ciclável em zonas residenciais e que tem em fase de participação pública o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável que tem como objetivo articular “a mobilidade na cidade, incluindo a extensão das redes pedonal e ciclável, com as medidas de melhoria da segurança rodoviária”..Porto cria zonas escolas segurasA Câmara do Porto tem colocado no terreno várias medidas com o objetivo de reforçar a segurança rodoviária na cidade. Em resposta ao DN, fonte oficial da autarquia explica que estão a ser instaladas “almofadas redutoras de velocidade” e a proceder-se à “sobrelevação de passagens para peões”. Além destas medidas existem outras intervenções de engenharia e gestão do espaço público, como a “melhoria das condições de atravessamento pedonal em interseções semaforizadas, mediante a implementação de faixas exclusivas para peões nos locais onde existiam conflitos em simultâneo com o tráfego automóvel. O município tem vindo ainda a “implementar zonas escolares que permitem a tomada e largada de alunos em condições de maior segurança e acessibilidade”.Há ainda áreas no Porto onde a velocidade está a ser restringida a um máximo de 20 quilómetros/hora. E zonas da cidade com controlo de acesso: Ribeira, Flores, Cedofeita, Santa Catarina e Carmelitas, estando igualmente previsto o alargamento a outras áreas do Centro Histórico, incluindo as zonas Cimo de Vila, Largo de Tito Fontes, Santo Ildefonso, Sol, Sé e Miguel Bombarda.