Jovem de 16 anos detido por ataque informático a organismos do Estado

PJ informou que a detenção do adolescente foi feita pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica

Um jovem de 16 anos foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de crimes de sabotagem informática e acesso ilegítimo, na sequência de uma investigação a ataques a diversos sistemas informáticos ligados a organismos do Estado.

Segundo anunciou hoje a Polícia Judiciária, a detenção foi concretizada pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T) e anteriormente já tinham sido detidas outras pessoas no âmbito do mesmo processo, designadamente nas operações Caretos I e II.

"Esta investigação insere-se num modelo de atuação que visa a identificação de autores de crimes desta natureza, bem com a intervenção a nível preventivo, sobre a atividade criminosa conotada com o chamado hacktivismo", acrescenta a PJ.

No ano passado, em maio, 14 pessoas foram constituídas arguidas durante uma operação de combate ao cibercrime em vários pontos do país -- Operação Caretos 2 - e que investigava ataques a sistemas informáticos do estado.

Na altura, a Procuradoria-Geral da República explicou que nestes ataques incluíam-se os ocorridos a 25 de abril de 2016 e que os arguidos, depois de ouvidos pelas autoridades, tinham ficado sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência.

Na altura, o inquérito tinha 31 arguidos constituídos.

Em fevereiro de 2015, a PJ já havia detido oito pessoas, entre os 17 e os 40 anos, por pirataria informática, naquela que foi a primeira parte da "Operação Caretos".

Os detidos eram suspeitos da prática dos crimes de sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e acesso indevido a diversos sistemas informáticos do Estado e também de empresas do setor privado.

Fonte policial revelou, na ocasião, à Lusa que uma das buscas incidiu sobre o Tugaleaks, que se apresenta como um órgão de comunicação social inspirado no Wikileaks.

Os detidos na altura pertenciam ao Anonymous Portugal e a outros grupos associados e, segundo disse então a PJ, a investigação iniciou-se em abril de 2014.

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