Japão matou mais de 120 baleias-anãs grávidas

Caçada anual acontece nos meses do verão e o país alega que o objetivo é a investigação científica sobre os cetáceos

Mais de 120 baleias-anãs grávidas foram mortas durante a caçada anual promovida pelo Japão na Antártida no verão do ano passado, de acordo com um relatório técnico da International Whaling Commission.

Ambientalistas exigem que o país pare com o programa baleeiro que descrevem como "abominável", apesar de o Japão alegar que cumpre objetivos científicos.

Das 333 baleias-anãs capturadas durante a expedição de 2017 e que durou 12 semanas, 181 eram do sexo feminino e 53 ainda não tinham atingido a maturidade. Os números revelam ainda que das 128 fêmeas adultas capturadas, 122 estavam grávidas.

"A morte de 122 baleias grávidas é uma estatística chocante", disse Alexia Wellbelove, da associação ambientalista da Humane Society International, através de um comunicado citado pelo The Guardian.

"É mais uma demonstração da natureza verdadeiramente horrível e desnecessária das operações baleeiras, especialmente quando as pesquisas não letais mostraram ser suficientes para as necessidades científicas", disse Wellbelove.

Em 2014, o tribunal internacional de justiça ordenou a suspensão temporária do abate anual de baleias no Oceano Antártico, concluindo que o programa japonês, "Jarpa II", não tinha objetivos científicos.

No entanto, o Japão retomou a caça à baleia dois anos depois e reformulou o plano de captura, que incluiu a redução de sua quota de pesca para cerca de um terço.

Alexia Wellbelove pediu à Austrália e a outros países - que são igualmente anticaça a estes cetáceos - que enviassem "a mais forte mensagem possível ao Japão para que este pare com os seus programas letais de caça às baleias".

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