A área de investigação criminal da Polícia de Segurança Pública (PSP) na grande Lisboa será reestruturada e atuará de forma conjunta. Em termos práticos, serão 600 operacionais a tratar das demandas de forma regional, o que possibilitará a mobilização de recursos humanos entre os concelhos. O anúncio da reestruturação foi realizado ontem pelo Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (COMETLIS). “Será uma capacidade de resposta completamente diferente, muito mais robusta”, explica ao DN o intendente Rui Costa, comandante da Divisão de Investigação Criminal. “A capacidade de resposta será superior, a articulação será melhor porque temos interlocutores comuns com o Ministério Público, com as autoridades judiciárias”, detalha.O processo de estudo para a mudança começou há um ano. “Nós há cerca de um ano iniciámos o estudo para perceber as mais-valias, as fragilidades, os riscos e as oportunidades e acabámos por chegar à conclusão de que será uma mais-valia. E com o estudo feito, passámos a ação, reunimos com os comandantes a criar a estrutura”, detalha o comandante.Assim, a PSP pretende “reforçar a coesão, a homogeneidade e a eficácia da investigação criminal no Comando Metropolitano de Lisboa, garantindo uma resposta mais coordenada, célere e ajustada à evolução dos fenómenos criminais”. Segundo Rui Costa, a proposta foi “bem aceite”, quando apresentada às demais entidades envolvidas, como a Procuradoria Geral Distrital de Lisboa e coordenações das comarcas.Entre as prioridades de investigação, descritas pela PSP como de “especial relevância a capacidade de reação imediata e a investigação da criminalidade itinerante”, estão o combate aos roubos, à violência doméstica e ao tráfico de estupefacientes”. “Estes eixos de atuação estratégica e operacional constituirão, por isso, o foco principal da reestruturação, sem prejuízo da investigação de outras tipologias criminais que, pela sua expressão ou impacto na comunidade, influenciem a segurança objetiva e o sentimento de segurança dos cidadãos”, disse a PSP, em comunicado.O trabalho será faseado, até outubro deste ano. O primeiro concelho integrado foi Oeiras. No próximo mês, será a vez da Amadora, seguida de Cascais. O último concelho será Vila Franca de Xira, em outubro. Ainda de acordo com Rui Costa, seis meses após a total implementação, será realizada uma avaliação da medida.amanda.lima@dn.pt.Corpo de intervenção da PSP patrulha zonas de Lisboa.Sindicato da PJ pressiona PSP sobre transferência de 100 agentes e oficiais para a Polícia Municipal de Lisboa