Vacina contra o cancro cura 97 por cento das cobaias doentes

Um estudo científico realizado em ratos de laboratório com tumores no sangue mostrou que em 97 por cento dos casos os linfomas desapareceram

Esta descoberta pode revolucionar o futuro da medicina. Sobretudo, na forma como encaramos e tratamos os linfomas.

Um estudo da revista científica Science Translational Medicine testou uma vacina em ratos que sofriam de cancro do sangue. Os resultados não podiam ser mais positivos.

Cerca de 97 por cento dos tumores das cobaias desapareceu. Este tratamento será testado em humanos com linfoma de baixo grau já no final deste ano.

E se pensa nos efeitos secundários que daí poderão advir, nada tema. Os pacientes que receberem a vacina podem apenas sentir febre ou dor no local.

Na verdade, a quem for administrado este tratamento, que contém dois medicamentos aceites pela Organização Mundial de Saúde, não irá sequer precisar de fazer quimioterapia.

Como? O medicamento ativa o sistema imunológico, ajudando o corpo humano a atacar as células doentes.

O estudo em humanos

A vacina irá ser testada em dois estudos. Segundo o jornal britânico Daily Mail irão participar neste estudo 35 pacientes com linfoma.

Cada doente irá receber uma dose baixa de radiação juntamente com duas doses da vacina, durante seis semanas.

Se o teste for aprovado, os investigadores esperam que o tratamento esteja disponível em pouco mais de dois anos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.