População de lince ibérico quadruplicou em 15 anos

Andaluzia faz balanço positivo dos esforços de conservação e reintrodução do felino na Península Ibérica e defende que lince deve passar de espécie ameaçada a espécie vulnerável

Entre 2001 e 2015, a população de lince ibérico (Lynx pardinus) na Andaluzia - onde se concentra a grande maioria dos indivíduos a viver em liberdade - passou de menos de 100 exemplares para 361. No conjunto da Península Ibérica, existem atualmente 403 linces.

Os dados foram revelados, esta segunda-feira, no arranque do V Seminário Internacional de Conservação do Lince Ibérico, que decorre até quarta-feira na Universidade da Andaluzia.

Em 2002, quando arrancaram os esforços de conservação, o lince foi declarado como estando em "perigo crítico" de extinção, tornando-se na espécie de felino mais ameaçada do mundo. A classificação foi revista em 2012, após uma década de esforços de reabilitação, passando de "ameaçada" de extinção para "em perigo". Agora, o objetivo é rever novamente a categoria para "vulnerável".

Em 2002, o lince estava em "perigo crítico" de extinção

Os linces criados em cativeiro têm vindo a ser reintroduzidos nos seus antigos habitats, tanto em Espanha como em Portugal, embora no nosso país ainda não existam evidência de exemplares estabilizados em determinado território - os linces libertados no País caracterizam-se pela tendência para se deslocarem por áreas alargadas.

Além de obstáculos causados pelos humanos, como as estradas - os atropelamentos têm sido a principal causa de morte de linces no nosso país -, os esforços de recuperação do lince têm enfrentado desafios como as recentes doenças que dizimaram populações de coelhos, que são as principais presas destes felinos.

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