"Olímpicos" alternativos: competição de esqui com robôs

Próximo dos atletas que competem em PyeongChang realizou-se um evento de esqui com máquinas

Enquanto os esquiadores dos Jogos Olímpicos da Coreia do Sul competiam em PyeongChang, a meia hora de viagem, no resort de Welli Hilli, em Hoenseong, realizou-se este domingo a competição de esqui com robôs, onde máquinas de todo o mundo tiveram as suas próprias olimpíadas.

E ainda que a tecnologia tenha dado passos tremendos nos últimos anos, esquiar parece ser um desafio ainda demasiado grande para os robôs bípedes, como demonstram as imagens no vídeo em cima.

Decididamente, há ainda muito trabalho a fazer neste departamento.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.