"Lua-de-mel" de cagarros em direto na internet

Nova "lua-de-mel" de casal de cagarros com ninho na ilha do Corvo em direto na internet

A "lua-de-mel" de um casal de cagarros, instalados num ninho no Corvo vai poder ser acompanhada novamente em direto através da internet, uma experiência que se iniciou em 2011 para dar a conhecer uma ave emblemática dos Açores.

"O casal de cagarros Calonectris borealis mais famoso do mundo está de volta para mais uma Lua-de-mel directamente da ilha do Corvo", adianta a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).

Em 2011 foi feita uma experiência semelhante, também a partir da mais pequena ilha dos Açores, naquela que foi "a primeira vez no mundo" em que, em tempo real, foi possível acompanhar a nidificação de um casal de cagarros.

VEJA AQUI EM DIRETO

A SPEA explica que se trata da sexta edição da lua de mel em direto deste casal de cagarros, que já teve quatro crias.

Será possível seguir o casal em http://cagarro.spea.pt/ até ao momento em que a cria abandonar o ninho, no âmbito do projecto e pós-projecto LIFE Ilhas Santuário para as Aves Marinhas.

No seu sitio da internet, a SPEA refere que a "lua de mel" deste casal de cagarros pode ser seguido em direto e online através da rede 4G cedida pela Altice, um dos parceiros que colabora no projeto desde 2011 que conta com a parceria da direção geral dos Assuntos do Mar e Câmara Municipal do Corvo.

Junte-se a nós e aos mais de 69 000 seguidores de 70 nacionalidades diferentes e ajude-nos a chegar aos 100 000 seguidores, dando a conhecer aquela que é a ave marinha mais abundante e mais emblemática dos Açores

IMAGENS DE 2015

IMAGENS DE 2011

De acordo com a SPEA, atualmente a fêmea está no ninho para a postura do ovo que está para breve, sendo depois substituída pelo macho, numa incubação partilhada de cerca de 50-55 dias.

"Se tudo correr como esperado a cria eclodirá no final de ​​​​​​​Julho (à partida entre o dia 20-25), com mais uma vez os progenitores a partilharem os cuidados parentais até aproximadamente uma a duas semanas antes da mesma abandonar o ninho que deverá ocorrer em final de outubro, rumo ao Brasil" e regressando à colónia onde nasceu 5-7 anos depois para também ela iniciar a sua lua-de-mel.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.