Este robô copia movimentos de quem o controla à distância

Tem tanta precisão que consegue enfiar um fio no buraco de uma agulha

Chama-se telepresença ao conjunto de tecnologias que permitem que uma pessoa controle o que acontece em qualquer outro lugar do planeta como se lá estivesse. A premissa é (bem) antiga, mas nunca se conseguiu pôr em prática de forma satisfatória, precisamente por limitações tecnológicas. Mas surgiu agora um avanço que põe a realidade (bem) mais perto da ficção. Um robô capaz de reproduzir os movimentos de quem o controla à distância com tal precisão que até pode ser usado para enfiar um fio num buraco de agulha ou manusear ovos.

Esses são alguns dos movimentos que surgem no vídeo de apresentação deste robô, que também pode tocar bateria, fazer festas nas bochechas de uma criança ou brincar com um balão.

Este não é o primeiro robô capaz de fazer habilidades reproduzindo os gestos de quem o controla à distância - nos parques temáticos, a telepresença é muito utilizada quando, por exemplo, algumas figuras interagem com os visitantes - ???????mas tem algumas surpresas, analisa o site especializado Gizmodo. Uma delas é a origem da própria invenção: os laboratórios da Disney. Outras são as inovações introduzidas face aos modelos anteriores: um novo sistema híbrido que combina ar e água que permite que o movimento dos braços seja mais próximo ao dos humanos e que reduz para metade o número de cabos que ligam os membros do robô, reduzindo o peso e tamanho do mesmo e aumentando a sua rapidez e precisão.

Para já, uma limitação: o operador humano tem de estar relativamente perto do robô, pois ambos estão ligados por um grande número de cabos.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.