Equipa de construção "desenterra" fósseis da Idade do Gelo nas obras do metro de LA

Em Los Angeles, paleontólogos monitorizam as equipas da construção civil que trabalham na extensão da linha de metro, sempre atentos a eventuais descobertas

Uma equipa de trabalhadores da construção civil encarregue da extensão do metro de Los Angeles na Califórnia, EUA, está a desenterrar desde 2014 vários fósseis que remontam à Idade do Gelo.

Segundo o Daily Mail, as descobertas no local começaram no início das obras, em 2014, e incluem parte da mandíbula de um coelho, uma perna dianteira de um camelo, a vértebra de um bisonte, um dente de mastodonte e o dente e osso do tornozelo de um cavalo que os especialistas estimam ser da última Idade do Gelo, há 10 mil anos. Em Los Angeles, há paleontologistas integrados em todas as equipas de construção desde a década de 90, quando a cidade começou a trabalhar na primeira linha de metro, e os custos de ter estes especialistas a supervisionar os trabalhos são sempre estimados em conjunto com o valor total da obra.

O fóssil mais surpreendente no subsolo de Los Angeles foi descoberto há apenas um ano: Inicialmente, a paleontologista Ashley Leger pensou tratar-se do crânio de um elefante, mas depois de 15 horas de escavações - com o auxílio da equipa de construção - concluiu que se tratava de um crânio intacto de um jovem mamute-columbiano, uma das maiores espécies de mamutes que existiu. O fóssil era especialmente raro porque tinha ainda as presas ligadas ao crânio.

Este animal é, segundo Leger, citada pelo Daily Mail, "o único fóssil que todos queremos encontrar ao longo da nossa carreira". Não só por ser o mais difícil de encontrar, mas também porque é raro encontrá-lo quase intacto. "É um sonho tornado realidade", avança.

Batizado de Hayden - uma vez que o monitor que supervisionava os trabalhos de construção tinha visto a atriz Hayden Panettiere na televisão pouco antes da descoberta -, o crânio foi transportado para o museu La Brea Tar Pits, em Los Angeles, onde está a ser estudado e exposto ao público, protegido pelas paredes de vidro no Laboratório de Fósseis.

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Anselmo Borges

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