Encontrado esqueleto de pinguim gigante

A espécie pré-histórica viveu na Terra há 60 milhões de anos. Era de cor castanha, "mais magra" e "menos bonita" do que as aves que hoje conhecemos

Uma espécie de pinguins com o tamanho de um homem adulto pode ter vivido há 60 milhões de anos, esta é a conclusão dos investigadores, depois de terem sido encontrados fósseis do animal numa praia da Nova Zelândia.

O esqueleto pré-histórico foi encontrado numa pedra sedimentada e sugere que o exemplar media 1,77 metros, tendo vivido na Terra há 55 ou 60 milhões de anos, de acordo com o jornal The Guardian.

As medições já realizadas a algumas partes do esqueleto indicam que a ave pesava cerca de 100 quilos e que media mais 60 centímetros do que a espécie viva mais alta: o pinguim Imperador, que mede em média 1,20 metros na idade adulta.

As várias partes do esqueleto, que incluem uma asa, a espinha dorsal, os pulmões e ainda os ossos de uma perna, foram descobertos há mais de uma década, mas só agora os investigadores conseguiram retirar o fóssil da rocha que o mantinha e começar a estudar o achado.

Ao contrário dos pinguins que hoje conhecemos, brancos e pretos, esta espécie seria muito provavelmente acastanhada e teria um bico maior do que os seus primos da atualidade. "Parece também que eram mais esguios e menos bonitos", de acordo com Gerald Mayr, do Instituto de Pesquisa Senckenberg (Museu de História Natural de Frankfurt), que está envolvido na investigação do fóssil.

A nova espécie recebeu o nome de "Kumimanu biceae". "Kumi" é a palavra Maori (a língua do povo nativo da Nova Zelândia) para um gigantesco monstro mitológico, e "manu" para ave. A segunda parte do nome foi escolhida em homenagem a Beatrice Tennyson, conhecida por "Bice", e que é a mãe de Alan Tennyson, um dos investigadores seniores da equipa que estuda o esqueleto.

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