Descobertos fósseis com 70 a 95 milhões de anos no norte do México

Foram descobertas 17 áreas dispersas com amostras de fósseis, na maioria marinhos

Fragmentos de metatarso de um dinossauro e fósseis com entre 70 e 95 milhões de anos foram descobertos no estado mexicano de Chihuahua, no norte, informou hoje o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.

Foram descobertas 17 áreas dispersas com amostras de fósseis entre os municípios de Ojinaga, na fronteira com os Estados Unidos, Coyame de Sotol e Aldama, no deserto de Chihuahua, as quais poderão precisar os limites do mar durante o período Cretáceo nesta região do planeta.

O INAH afirmou em comunicado que "a maioria dos fósseis localizados é marinha e corresponde a animais invertebrados: diversas espécies de conchas, caracóis e amonites".

Numa das áreas com fósseis em Aldama descobriram-se fragmentos de metatarso de um dinossauro da família dos hidrossáurios e, perto dos ossos, madeira fossilizada.

"As descobertas são resultado dos recentes trabalhos de prospeção arqueológica levada a cabo pelo INAH na região, motivados pela introdução de um gasoduto", informou o diretor do Centro INAH-Chihuahua, Jorge Carrera.

Devido às descobertas arqueológicas, foi pedida uma "adequação da rota do gasoduto" para não afetar as áreas onde se encontram as amostras fósseis.

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?