1 julho de 1867 Portugal pioneiro na abolição da pena de morte

"Morte à morte", gritou Victor Hugo. O grande escritor francês, alertado sobre a abolição da pena de morte em Portugal, escreveu em julho de 1867 uma carta ao Diário de Notícias em que elogiava o país.

O jornal tinha então menos de três anos (vai a caminho dos 153), mas afirmava-se já como uma referência da imprensa portuguesa, até além-fronteiras. Que o autor de Os Miseráveis tenha escolhido o jornal para falar aos portugueses é um dos marcos da história do DN, a par da reportagem de Eça na inauguração do canal de Suez, da entrevista de António Ferro a Hitler ou do Nobel para Saramago, antigo diretor adjunto. Hoje no CCB assinalam-se os 150 anos de uma data que muito honra Portugal. O nosso jornal não podia deixar de estar associado à celebração e por isso o fac-símile da lei pioneira, oferta do Parlamento, é distribuído nesta edição do DN.

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Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...