"Pânico" em avião. Portugueses demoram 40 horas do México a Madrid

Companhia aérea nega a existência de um fogo e vai agir legalmente contra os passageiros responsáveis pelo regresso do voo ao ponto de partida

Um pequeno incêndio, de acordo com passageiros, num dos motores de um avião da Evelop que fazia a ligação Cancún, no México, a Madrid, Espanha, na noite de segunda-feira, provocou o "pânico" a cerca de 380 passageiros, incluindo dezenas de portugueses.

"O avião estava no ar há cerca de dez minutos quando se começaram a ouvir gritos de 'fogo'. Olhámos para as janelas do lado esquerdo. Eu estava nas filas do meio e vi um clarão, quem estava perto das janelas viu chamas e fumo. Depois, vários clarões de um lado e do outro", contou uma passageira ao Jornal de Notícias.

Os passageiros à entrada do avião alertaram para o cheiro a combustível e a tripulação acalmou-os afirmando que o cheiro era normal pois tinham acabado de encher os depósitos. A aeronave esteve no ar cerca de dez minutos tendo o piloto voltado para o aeroporto de Cancún por segurança.

"Ainda hoje não sabemos o que realmente aconteceu. Não é oficial que houve uma avaria mecânica. À saída do avião vimos bombeiros a deitar água em, pelo menos, um dos motores".

O piloto afirmou que "era normal, visto que alguns restos de combustível podiam ter ficado no motor quando o avião foi atestado, e às vezes ardiam".

Os passageiros recusaram-se a fazer a viagem no mesmo avião da Evelop como lhes foi proposto, foram então encaminhados para hotéis onde ficaram até que a companhia lhes atribuiu um novo voo.

A chegada ao aeroporto de Madrid prevista para terça-feira teve quase dois dias de atraso, tendo chegado apenas esta quinta-feira de manhã, de acordo com o Transborder 1200. Foram cerca de 40 horas de atraso.

Em Madrid, esta manhã, os passageiros foram recebidos por um representante da companhia aérea Evelop, que lhes entregou um documento que justifica o atraso do voo e que refere que não existiu incêndio.

"Apesar de não se detetar avaria alguma por parte da tripulação e dos parâmetros de cabine serem perfeitamente normais, parte dos passageiros insistiu na existência de fogo, pelo que, para garantir a segurança do voo, o comandante regressou ao aeroporto de origem", comunicou a Evelop.

A companhia aérea fala ainda em "transtornos" que foram causados pela "atitude infundada" de alguns passageiros e que terá resultado num "grave prejuízo" para a Evelop e os seus passageiros, refere o JN. A empresa deverá agora avançar com ações legais contra aqueles que considera serem responsáveis pelo sucedido.

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