Fogo de Vila Pouca de Aguiar já foi dominado

O calor intenso, o vento forte e os acessos dificultaram a extinção deste incêndio que afetava Vila Pouca de Aguiar desde segunda-feira

O incêndio que lavrava em Vila Pouca de Aguiar desde segunda-feira foi dado como dominado às 10:57 de quinta-feira, disse à agência Lusa fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Vila Real.

O incêndio florestal, que começou em Soutelinho do Mezio, freguesia de Telões, na segunda-feira, chegou a estar dado como extinto, mas reacendeu na tarde de terça-feira e está agora em "fase de resolução".

A página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) afirmou que no local permaneceram no combate ao fogo 231 operacionais, 81 viaturas e três meios aéreos.

O calor intenso, o vento forte, os acessos e as várias ignições em simultâneo, obrigando a uma grande dispersão dos meios, foram apontados como as principais dificuldades desde fogo.

O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado, disse já na quarta-feira que as chamas que assolaram o concelho nos últimos dias queimaram cerca de quinze mil hectares, ainda alguns armazéns agrícolas, vacarias e casas devolutas.

O levantamento dos prejuízos está a ser feito pelos serviços do município.

O autarca social-democrata aproveitou ainda para chamar a atenção para a prevenção e a gestão da floresta.

"Ainda que a época seja de combate, o problema é que se tem descurado a prevenção"

Alberto Machado disse que defendeu perante os governos (anterior e atual) "a necessidade de mudar as competências na gestão e intervenção florestais, administrada pelos conselhos diretivos e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF)."

"É preciso alterar a atual lei de gestão dos baldios porque o Estado não faz nada. Por conseguinte, as competências têm de ser delegadas na autarquia para que esta possa, por exemplo, efetuar repovoamentos florestais ou ter autonomia na criação de pontos de água", salientou.

O mais recente exemplo da "inércia estatal" na gestão florestal é, segundo Alberto Machado, que "a autarquia está há mais de três meses à espera de autorizações para melhores acessos aos pontos de água".

Por volta das 12:30, a página da internet da ANPC contabilizava 10 incêndios no distrito de Vila Real, todos em fase de resolução ou conclusão, que mobilizavam ainda 372 operacionais, 125 viaturas e três meios aéreos.

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