O presidente da Câmara de Vila Real considerou este domingo que os operacionais que estão no combate ao incêndio que lavra no concelho “são insuficientes” e pediu ao Governo um reforço de meios para acabar com a calamidade.“Estamos sob um ataque enormíssimo, com prejuízos absolutamente incalculáveis, os meios são claramente insuficientes dada a dimensão daquilo que estamos a viver”, disse Alexandre Favaios à agência Lusa.Um incêndio que começou no dia 02 em Sirarelhos, entrou em resolução na quarta-feira, reativou-se no sábado à noite e está este domingo a colocar em risco as localidades de Relva, Borbela e Lordelo, próximas da cidade de Vila Real.O autarca lembrou que o distrito de Vila Real esteve este fim de semana sob aviso vermelho por causa do calor e, por isso, seria "expectável que o dispositivo, efetivamente, estivesse no terreno".Idosos retirados em RelvaO incêndio que lavra na serra do Alvão, em Vila Real, está a causar preocupações junto à aldeia de Relva, onde as pessoas mais idosas foram retiradas por precaução devido ao incêndio que se reativou no sábado à noite.A informação foi avançada pelo presidente da Junta de Freguesia de Borbela e Lamas de Olo, José Armando, que disse à agência Lusa que, pelas 18:15, uma das aldeias que causavam mais preocupações pela proximidade do fogo era Relva, localizada na encosta da serra do Alvão.Segundo o autarca, pessoas mais idosas e vulneráveis desta aldeia foram retiradas por precaução.De acordo com a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 18:15 estavam mobilizados para o combate a este fogo 292, operacionais, 88 viaturas e quatro meios aéreos.O incêndio começou no sábado, dia 02, em Sirarelhos, entrou em fase de resolução na quarta-feira, esteve em conclusão e reativou-se no sábado à noite, pelas 21:06, tendo ganhado dimensão esta tarde devido ao vento forte e às altas temperaturas.Este incêndio obrigou também este domingo à neutralização de uma parte da quarta etapa da Volta a Portugal em bicicleta. Quatro povoações na linha de fogo em TrancosoQuatro povoações em Trancoso estão a ser afetadas pelo incêndio uma vez que estão na linha de fogo que está com quatro frentes ativas.“Além de Seixas, a norte do incêndio há povoações a serem afetadas pelo incêndio e cujas forças de segurança estão a adotar as medidas que considerarem necessárias. Seja para as confinar na povoação ou para as retirar”, disse à agência Lusa o comandante das operações, Nuno Seixas.O comandante no terreno disse ainda que se trata das localidades de Rio de Mel, Rio de Moinhos, Venda do Cepo, Celintrão, no concelho de Trancoso, distrito da Guarda.O incêndio, cujo alerta foi dado pelas 16:21 de sábado, dia 09, mobilizava pelas 17:05 deste domingo 362 operacionais, apoiados por 120 veículos e oito meios aéreos, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, depois de ter chegado a estar circunscrito ao início da manhã.“O incêndio está novamente ativo e está a dirigir-se em direção a alguns locais isolados, com casas dispersas”, disse à Lusa fonte do Comando Sub-regional da Proteção Civil Beiras e Serra da Estrela.Seis meios aéreos combatem chamas na CovilhãSeis meios aéreos e mais de 300 operacionais combatem um incêndio em floresta na Covilhã, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.“O incêndio está ativo numa zona de floresta, em Sobral de São Miguel”, disse a fonte do Comando Sub-regional das Beiras e Serra da Estrela.O alerta foi dado pelas 15:02 para a localidade de Sobral de São Miguel, no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco.Pelas 18:30, o incêndio era combatido por 309 operacionais apoiados por 89 veículos e seis meios aéreos, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.Mais de 1200 operacionais em ação em quatro grandes incêndios Quatro incêndios, todos na zona norte do país, são os que mais preocupam a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e mobilizavam mais de 1.000 operacionais, informou pelas 19:00 o comandante nacional.“As ocorrências mais significativas em curso a esta hora são: Sirarelhos, em Vila Real, Alvadia, em Ribeira de Pena (distrito de Vila Real); Frexes e Torres, em Trancoso (Guarda) e Pereira, na Covilhã (Castelo Branco)”, anunciou Mário Silvestre.Estes incêndios, continuou, mobilizam 1.245 operacionais, 392 veículos e 19 meios aéreos de ataque ampliado.O comandante falava pelas 19:00 de domingo, para fazer um ponto de situação das ocorrências no país, com principal incidência nestes quatro incêndios que ocorrem no norte de Portugal.O incêndio em Trancoso resulta de uma reativação ocorrida cerca das 12:00 devido ao vento forte e combustível seco, uma vez que o alerta aconteceu pelas 17:21 de sábado e na manhã de hoje o fogo chegou a estar em resolução.Segundo Mário Silvestre, tendo em conta a rotação do vento, nas próximas horas o incêndio “irá na direção das aldeias de Moreira do Rei, Golfar e Souto Maior, havendo já preocupação e informação ao dispositivo, que já toma as diligências necessárias”.“No último levantamento que fizemos, pelas 15:00, a área ardida deste incêndio era de 3.700 hectares, com um perímetro de cerca de 15 quilómetros”, informou o comandante nacional da ANEPC.Mário Silvestre disse que é esperada uma “perda de intensidade durante a noite e com uma janela de oportunidade para combater o incêndio entre as 00:00 e as 08:00, com o aumento da humidade e a diminuição da velocidade do vento”.“E com o decréscimo da altura da camada limite irá permitir-nos, durante a noite, ter trabalho efetivo no incêndio, ou seja, começarmos a combater este incêndio”, assumiu o comandante.Neste incêndio do distrito da Guarda, a Câmara Municipal de Trancoso ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.“Ao dia de hoje tivemos ainda quatro operacionais assistidos e também quatro transportados a uma unidade hospitalar, felizmente, nenhum deles com problemas graves, com ferimentos ligeiros e já em casa. Houve também um civil que foi assistido”, contabilizou Mário Silvestre.À mesma hora, havia outras 47 ocorrências no país em resolução, conclusão e vigilância que empenham 1.002 operacionais, apoiados por 297 veículos e oito meios aéreos.O comandante recordou ainda que no dia de hoje a região de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo está com alerta de nível três, enquanto a região Norte, Centro e Algarve estão em nível quatro.A situação de alerta mantém-se até quarta-feira, dia 13 de agosto. .Vila Real com incêndios ativos. Fogo em Viseu está dominado e em Penacova está em resolução