AIMA é a agência responsável pelos documentos dos imigrantes.
AIMA é a agência responsável pelos documentos dos imigrantes.Foto: Reinaldo Rodrigues

Greve na AIMA com 11,31% de adesão

Agência contabilizou, até às 12h00, 94 funcionários em greve de um universo de mais de 800.
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A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) contabilizou a adesão de 11,31% na greve convocada para esta terça-feira, 6 de outubro, pelo Sindicato dos Técnicos de Migração (STM), anunciou a instituição.

"De acordo com os dados apurados até às 12:00" a AIMA "registou uma adesão à greve de 11,31%, correspondente a 94 trabalhadores, num universo total de 831 trabalhadores", referiu à Agência Lusa fonte da agência.

Segundo a agência, "os cidadãos que tinham atendimento agendado para hoje nas Lojas que se encontram encerradas serão oportunamente informados, através do endereço de correio eletrónico associado ao respetivo agendamento, da nova data de atendimento, não sendo necessária qualquer iniciativa adicional da sua parte.

O STM convocou a greve, depois de não ter obtido qualquer resposta ao pedido urgente de reunião dirigido à tutela, para discutir aumentos e a criação de uma carreira técnica.

“A decisão surge num contexto de instabilidade interna na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), marcado pela saída do presidente da instituição e pela ausência de avanços nas negociações sobre a criação de uma carreira técnica própria e a atribuição de um suplemento remuneratório equivalente ao reconhecido à GNR e à PSP”, refere o STM, em comunicado.

AIMA é a agência responsável pelos documentos dos imigrantes.
Trabalhadores da AIMA estarão em greve nacional nesta terça-feira

Para o STM, “estas reivindicações são necessidades estruturais há muito identificadas, que passam pela valorização das funções técnicas de migração, pelo reconhecimento da sua especificidade e complexidade e pela equiparação remuneratória a outras entidades que desempenham funções de controlo de fronteiras”.

O sindicato critica também o que considera ser a “crescente transferência de tarefas permanentes do Estado para os Centros Locais de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM)” e pede “limites claros para estas funções e a salvaguarda das competências nucleares da AIMA, cuja desvalorização tem conduzido a decisões tardias, mal instruídas e juridicamente frágeis, aumentando a litigância e a pressão sobre os trabalhadores”.

O STM defende ainda “a valorização da carreira dos técnicos de migração, incluindo formação inicial estruturada, reconhecimento formal das funções especializadas e a nomeação urgente de uma liderança com experiência na área das migrações, capaz de garantir estabilidade e conhecimento técnico na direção” da agência.

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