O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) recuou esta terça-feira, 9 de dezembro, na adesão à greve geral de quinta-feira (11), na sequência da garantia da ministra da Saúde de que o acordo assinado com o Governo e o INEM será cumprido.Após ter-se reunido com Ana Paula Martins, o presidente do sindicato adiantou à Lusa que está “sanado o motivo extraordinário” que tinha levado recentemente o STEPH a anunciar a adesão à greve, mas os técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) do INEM “são livres” de aderir à paralisação geral de quinta-feira em protesto contra o pacote laboral.Na semana passada, o STEPH decidiu aderir à greve geral, uma decisão tomada "por unanimidade" e que decorria, sobretudo, do rompimento do acordo assinado em agosto com o Governo e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).Este acordo previa a aplicação de protocolos de atuação clínica que, segundo a estrutura sindical, "se traduziria em melhores cuidados para os cidadãos".“Nesta reunião, a senhora ministra reforçou o compromisso de cumprir este memorando de entendimento, inclusive mantendo os mesmos prazos. Mantém a intenção de ser até ao fim do ano, até porque o trabalho está praticamente todo feito”, adiantou Rui Lázaro.“Perante isso, nós recuamos na nossa adesão à greve, tendo em conta que agora deixam os técnicos de emergência pré-hospitalar de ter este motivo extraordinário” para participarem na paralisação, referiu o dirigente sindical.Os protocolos de atuação clínica, previstos desde 2016 e que tiveram parecer favorável da Ordem dos Médicos, incluem a aplicação de alguns fármacos em situações de risco de vida para os cidadãos.Desde agosto foram concretizados os protocolos nas áreas da anafilaxia, convulsão, sepsis, ficando por aplicar os de resposta à dor e convulsões.Sem que os TEPH possam aplicar estes protocolos, estas ações teriam de ser desenvolvidas apenas pelos médicos ou enfermeiros que estão nos meios de resposta (veículos) mais diferenciados.Na sexta-feira, INEM anunciou que estavam definidos os serviços mínimos para a greve geral e manifestou-se convicto de que os técnicos de emergência pré-hospitalar iriam garantir que nenhuma situação emergente ficará sem resposta..Tudo o que está em causa nas alterações à lei laboral, que levaram à marcação da greve geral