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Greve a 13 de março no Hospital de Braga contra pagamento do estacionamento

Sindicatos alegam que estacionamento passou a custar 612 euros por ano e querem isenção para todos os profissionais, como têm a administração e as direções.
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Cinco sindicatos de profissionais de saúde anunciaram est quinta-feira, 26 de fevereiro, uma greve para 13 de março no Hospital de Braga, como protesto pelo aumento do tarifário do parque de estacionamento, alegando que passou a custar 612 euros por ano.

“O recente aumento das tarifas do parque de estacionamento, em vigor desde 01 de fevereiro, eleva o custo anual para 612 euros”, valor que as estruturas sindicais consideraram, em comunicado, ser um “verdadeiro imposto sobre o trabalho aplicado” aos profissionais da unidade de saúde.

A paralisação foi convocada pelos sindicatos dos Médicos do Norte (SMN), Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU), dos Enfermeiros Portugueses (SEP), dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN) e dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), que marcaram ainda uma concentração em frente ao Hospital de Braga para a manhã de 13 de março.

Os sindicatos alertaram que na área não existe alternativa de estacionamento, nem uma rede de transportes públicos eficaz, e que a cobrança do parque do hospital é feita “sob coação funcional: quem não paga, não consegue trabalhar com normalidade”.

"A escassez crónica de lugares, aliada ao aumento de preços, cria diariamente constrangimentos, atrasos, desgaste físico e psicológico e compromete condições básicas de organização do trabalho”, refere o comunicado.

Adiantaram ainda que a greve pretende, entre os vários “objetivos inegociáveis”, a isenção total e permanente do pagamento de estacionamento para todos os profissionais da unidade local de saúde e o "fim imediato da discriminação" que isenta o conselho de administração e as direções, enquanto “quem presta cuidados diretos continua a pagar”.

Recentemente, a presidente do SMN, Joana Bordalo e Sá, adiantou à agência Lusa que o aumento é de um euro por mês.

“O ano passado foram dois euros, este ano é mais um euro. No caso dos parques cobertos, que são os mais procurados, subiu de 50 para 51 euros. No final do ano, são 612 euros que os profissionais desembolsam para trabalhar. É uma enormidade”, criticou a dirigente sindical.

O Hospital de Braga foi construído ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP), que terminou em 2019, ficando, desde então, com uma gestão pública, mas as instalações e o estacionamento continuam a cargo de uma entidade privada.

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