Fundação EDP doa um milhão de euros em computadores para escolas

O objetivo é apoiar o ensino de alunos em situação de vulnerabilidade económica e social, do 1.º ao 3.º ciclos. A Escola n.º 1 de Beja recebe os primeiros nos próximos dias.

A doação de um milhão de euros vai permitir comprar cerca de três mil computadores para as escolas públicas e apoiar o ensino de alunos em situação de vulnerabilidade económica e social, do 1.º ao 3.º ciclos. É uma iniciativa da Fundação EDP, dirigida a estudantes dos 6 aos 14 anos.

A capacitação digital do ensino nacional é essencial para não deixar ninguém para trás em mais um ano de pandemia. As escolas e respetivos alunos que vão receber estes equipamentos foram identificados em conjunto com o Ministério da Educação e fazem parte do Programa TEIP - Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, localizadas em territórios económica e socialmente desfavorecidos, marcados pela pobreza e a exclusão social.

Os primeiros computadores serão entregues nos próximos dias, com arranque da distribuição na Escola n.º 1 de Beja. Os equipamentos ficam disponíveis para a utilização dos estudantes durante o seu percurso letivo. Os restantes vão ser distribuídos às escolas identificadas consoante a disponibilidade dos fornecedores.

Esta doação de computadores é feita no âmbito do Programa EDP Solidária, uma das principais linhas privadas de investimento social em Portugal. O programa foi criado em 2004 com o objetivo de apoiar projetos que melhoram a qualidade de vida de pessoas socialmente desfavorecidas e de promover a integração de comunidades em risco de exclusão social. Desde então, já apoiou cerca de 400 iniciativas nos setores da inclusão social e da saúde, num investimento superior a 15 milhões de euros.

Em 2020, o Programa EDP Solidária canalizou 500 mil euros para a aquisição de materiais de proteção individual - como por exemplo máscaras, luvas, óculos e batas descartáveis -, que beneficiaram 26 mil utentes e funcionários de 300 lares de idosos em 16 distritos do país.

Cinco perguntas a Vera Pinto Pereira

De que forma esta decisão cumpre a missão da Fundação EDP?
A Fundação EDP tem como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, através de iniciativas de carácter social, cultural e científico, e tem a educação como um dos seus pilares prioritários de intervenção. Estamos a viver um dos períodos mais críticos da pandemia em Portugal e, com o regresso do ensino à distância, não podíamos ficar parados. Temos de apoiar o futuro do nosso país - os jovens. Por essa razão, tomámos a decisão de canalizar a verba do EDP Solidária 2021, no valor de um milhão de euros, para apoiar alunos, na sua maioria em situação de vulnerabilidade económica e social, e, desta forma, apoiar o ensino nacional.

A preocupação com a educação poderá traduzir-se em que outro tipo de ações ao longo da pandemia, em 2021?
A EDP está atenta às várias necessidades que a pandemia tem desencadeado na nossa sociedade, tendo várias ações a decorrer em paralelo. A par destes cerca de três mil novos computadores, que vão ser entregues à medida que os fornecedores os tenham disponíveis, queremos dar uma resposta rápida e eficaz a esta necessidade de curto prazo, oferecendo também às escolas computadores em segunda mão, mas em perfeito estado de funcionamento. Paralelamente, a Fundação EDP vai também lançar neste ano um programa que pretende aproximar ainda mais as escolas nacionais ao MAAT [Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia]. Estamos a desenhar um programa específico, que vai permitir levar ao museu escolas e alunos em contexto de vulnerabilidade, proporcionando-lhes uma experiência na área da arte e da cultura contemporânea, bem como da história da eletricidade em Portugal, através de ateliês, workshops e visitas guiadas.

Considera ser esta uma forma de uma fundação que é privada superar falhas do Estado?
É uma forma de contribuir para uma das prioridades da sociedade portuguesa, provocada pela situação de pandemia que estamos a viver. A resposta a problemas da sociedade está no ADN da Fundação EDP, desde a sua criação em 2004. A Fundação EDP tem assumido um papel interventivo nas áreas da cultura, da inclusão social e da saúde. A nossa atuação na pandemia é apenas mais um exemplo de como podemos e vamos continuar a contribuir.

Em Portugal, muitos alunos não só não possuem computadores como não têm competências digitais e, só por isso, poderão ficar para trás. Como a Fundação EDP poderá munir os mais novos dessas competências, que lhes permitam absorver toda a aprendizagem online?
Através das suas várias áreas, o grupo EDP tem apoiado ao longo dos anos a capacitação dos alunos nacionais, nomeadamente através do apoio nas competências digitais . É o caso, por exemplo, do Programa Academia Digital para Pais, uma iniciativa da e-Redes, em parceria com a Direção-Geral da Educação, que dá a possibilidade aos pais/encarregados de educação, de crianças do 1.º e do 2.º ciclos, de escolas que integram o Programa TEIP, de frequentarem ações de formação promotoras de competências digitais. Com este programa, a EDP pretende dotar as famílias de competências digitais básicas, que facilitem o acompanhamento escolar dos filhos e ainda lhes facultem ferramentas de integração, essenciais na sociedade atual.

No ano passado, o Programa EDP Solidária apoiou a área da saúde. Neste ano voltará a fazê-lo? E com que tipo de operação?
Em 2020, a Fundação EDP, através do Programa EDP Solidária, investiu 500 mil euros na aquisição de equipamentos de proteção individual - máscaras, óculos, luvas e batas descartáveis -, tendo conseguido apoiar cerca de 26 mil utentes e funcionários de 300 lares de idosos, em 16 distritos e identificados pelo Ministério de Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Neste ano, o investimento é de um milhão de euros, os quais serão aplicados na aquisição destes cerca de três mil computadores. Continuaremos atentos às necessidades da sociedade, nas áreas que forem sendo identificadas como prioritárias. Desde 2004, o EDP Solidária já apoiou a implementação e a manutenção de mais de 400 iniciativas de inclusão social e saúde, num investimento superior a 15 milhões de euros.

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