Funcionário da Câmara de Montemor-o-Novo detido por desvio de 300 mil euros

A presidente do município informou, no início deste mês, que tinha decidido suspender de funções um funcionário por alegado desvio de verbas

A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de um funcionário municipal por suspeitas de um crime de peculato, em que, no desempenho das suas funções, terá desviado um valor que poderá ultrapassar os 300 mil euros.

Contactadas pela agência Lusa, fontes policiais e judiciais adiantaram que o detido é um funcionário da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora.

No comunicado hoje divulgado, a Polícia Judiciária (PJ) indicou que a detenção foi efetuada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.

Segundo a PJ, durante as investigações, foram recolhidos elementos que apontam no sentido de o funcionário se ter "apropriado de verbas de elevado montante", às quais teve acesso devido às suas funções e cujo valor "poderá ultrapassar os 300 mil euros".

No comunicado, a PJ referiu ainda terem sido apreendidas ao detido duas viaturas e material relacionado com a alegada prática do crime.

O suspeito vai ser sujeito a primeiro interrogatório judicial.

A presidente do município de Montemor-o-Novo, Hortênsia Menino (CDU), informou, no início deste mês, os eleitos na câmara e na assembleia municipal de que tinha decidido instaurar um processo disciplinar e suspender de funções um funcionário por alegado desvio de verbas.

Segundo informação divulgada na altura pela câmara, foram "detetadas situações anómalas", no âmbito de um "procedimento de reconciliação bancária", o que levou à participação do caso ao Ministério Público.

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