Fogo na Serra da Estrela "já não tem a frente ativa como tinha"

Autarca de Belmonte acredita que "o assunto deve estar para ficar resolvido".

O incêndio que lavra na serra da Estrela "já não tem frente ativa", disse esta quarta-feira à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Belmonte.

"Durante a noite ainda esteve complicado na frente ativa de Orjais e Sarzedo, que se vê do nosso lado, mas que é na Covilhã. Agora, pela manhã, vejo que o incêndio já não tem a frente ativa como tinha", disse António Dias Rocha.

O incêndio tinha, na terça-feira, uma frente ativa junto das povoações de Orjais e Sarzedo, concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, visível da encosta de Belmonte, onde se encontra um posto de comando.

"Não poderei dizer que o assunto está resolvido, mas, do que vejo da encosta, deve estar para ficar resolvido, praticamente. Há uns focos aqui e ali que se veem, mas nada comparado com ontem [terça-feira]", continuou António Dias Rocha.

Com o reforço dos meios aéreos de manhã, disse, a "esperança é a de que se comece a resolver ainda hoje, porque parece que a partir de amanhã [quinta-feira] já dá subida de temperatura novamente e o regresso do calor não é bom" para os incêndios.

Segundo o 'site' da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) oito meios aéreos estavam, cerca das 10:00 desta quarta-feira, a combater o incêndio.

De acordo com a mesma fonte, o incêndio mantém-se em curso e no terreno encontram-se 1.265 operacionais, apoiados por 404 viaturas.

Este fogo deflagrou no dia 06 em Garrocho, no concelho da Covilhã, e foi dado como dominado no sábado.

Na segunda-feira, sofreu uma reativação.

Desde o início do incêndio na Covilhã, as chamas estenderam-se ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, e atingiram ainda o concelho de Belmonte.

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