O incêndio que se iniciou em Vouzela às 03:04 de quinta-feira estava, pelas 12h40, dominado e a situação está “mais calma”, mas com risco de reacendimentos, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, Francisco Lima.No entanto, continua a existir muitos reacendimentos em todo o perímetro a que os bombeiros têm de acorrer rapidamente, pelo que Francisco Lima alertou que a situação ainda está longe de estar resolvida. “Apesar de tudo estar muito mais calmo, é a partir desta hora que as coisas se começam a complicar. Continuamos com todos os meios no terreno para combater os reacendimentos e evitar que tudo se complique”, reforçou.O presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira, mostrou-se mais tranquilo com o evoluir positivo do fogo, mas frisou que existem “muitos pontos quentes, ao longo de vários quilómetros”, o que é uma preocupação devido aos reacendimentos.“Os bombeiros estão sempre a correr para resolver as coisas rapidamente e impedir novas progressões”, afirmou à Lusa o autarca.Pelas 13h00, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 1.183 operacionais no terreno, apoiados por 394 veículos e 11 meios aéreos.Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.Há também três vítimas ligeiras a registar, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela. E ainda um civil de Águeda com queimaduras.Na sexta-feira, este incêndio destrui totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia.O incêndio começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.Também o incêndio que lavrava desde sábado em Santo Tirso, no distrito do Porto, e chegou a mobilizar mais de uma centena de operacionais e um meio aéreo foi dominado durante a manhã, disse fonte dos bombeiros locais.“O incêndio foi dominado e os meios permanecem no local para consolidação de rescaldo”, disse a adjunta do comandante dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, Olga Ribeiro, num ponto de situação à Lusa, cerca das 13:15.Quanto à bombeira ferida que, após uma queda, no sábado, foi encaminhada para o Hospital do Médio Ave, Olga Ribeiro revelou que está estável e teve alta.Antes, cerca das 09:30, o comandante dos bombeiros de Santo Tirso, Pedro Santos, indicou a expectativa de que este incêndio entrasse na fase de rescaldo ainda durante a manhã e sublinhou que não havia casas em risco, explicando o reforço de meios como medida de precaução.“Efetivamente chegámos a mobilizar uma equipa de combate a incêndios urbanos por causa do risco do fogo chegar às casas, mas não temos relatos de que tenha acontecido algo nesse sentido. Há um flanco ativo neste momento que está a ceder aos meios”, disse Pedro Santos.De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para este incêndio continuam mobilizados 85 operacionais, apoiados por 27 veículos e um meio aéreo.