Explosão: Quinto cadáver encontrado. Ainda há três desaparecidos

Secretário de Estado da Administração Interna esteve no local em representação do Governo

Uma explosão na fábrica de pirotecnia Egas Sequeira esta terça-feira em Penajóia, Lamego, provocou a morte a pelo menos sete pessoas, segundo disse Macário Rebelo, presidente da Junta de Freguesia de Avões, mas o número total de mortos pode chegar a oito.

Isto porque, ao início da madrugada, após a confirmação de um quinto morto, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou que havia ainda mais três pessoas desaparecidas.

Jorge Gomes esteve no local, em representação do Governo e afirmou que apenas serão prestadas novas informações esta quarta-feira, no local, às 10:30.

Ao que tudo indica, confirma-se o pior cenário avançado ao fim da tarde por Macário Rebelo: "Terão morrido todas as pessoas que estavam na fábrica", disse, referindo que estariam nas instalações sete pessoas.

Ao fim da noite, os bombeiros confirmavam terem encontrado quatro cadáveres, havendo ainda "três ou quatro" pessoas dadas como desaparecidas.

O quinto corpo foi descoberto já no início da madrugada. O estado em que os cadáveres se encontram dificultam a sua identificação.

Segundo testemunhas no local ouvidas pela CMTV, entre as vítimas mortais estará Egas Sequeira, o proprietário da fábrica, que ao fim da tarde se encontrava desaparecido, bem como uma sua filha dois genros e uma sobrinha.

A fábrica ficou completamente destruída, como descreveu o presidente da Junta de Lamego, pelo que são poucas as possibilidades de algum desaparecido ser encontrado com vida.

Macário Rebelo acrescentou ao DN que quatro corpos foram logo encontrados nas proximidades da fábrica.

Aconteceram três explosões, acrescentou ainda o referido autarca. A primeira aconteceu entre as 17:30 e as 18:00 horas.

De acordo com página da Proteção Civil, estão envolvidos nas ações de socorro 111 homens, 35 viaturas e dois helicópteros do INEM.

Fonte do INEM disse à Lusa que equipas de psicólogos estão a caminho da área do acidente.

O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, fala numa "enorme tragédia" e recordou que o histórico dos incidentes em fábricas de pirotecnia é "conhecido", mas explicou que com esta dimensão de mortos não há memória.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) afirmou à Lusa que as informações ainda são precoces, até porque não existem condições de segurança para as equipas avançarem.

A Rádio Clube de Lamego divulga as primeiras imagens da explosão:

Cerca de 15 carros dos Bombeiros de Lamego estão no local e a Brigada de Inativação de Explosivos vai também deslocar-se para o sítio do incidente, disse ao DN fonte dos bombeiros locais.

De acordo com página da Proteção Civil, estão envolvidos nas ações de socorro 111 homens, 35 viaturas e dois helicópteros do INEM.

A detonação provocou ainda um incêndio florestal. Não há habitações em risco, uma vez que a fábrica se encontra a cerca de dois quilómetros da aldeia mais próxima.

(Notícia em atualização)

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