A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na terça-feira, 9 de junho, um homem de nacionalidade estrangeira, de 33 anos, pela prática do crime de ofensas à integridade física nas Caldas da Rainha. Durante a tarde desse dia, a esquadra local recebeu várias chamadas telefónicas a comunicar que um homem estaria a agredir pessoas na via pública, aparentemente sem qualquer motivo. De imediato, foram mobilizados meios policiais para o local, tendo sido possível intercetar o suspeito, indica um comunicado enviado às redações."No decurso das diligências efetuadas, foi apurado que o homem havia iniciado um comportamento desordeiro nas instalações de atendimento da Segurança Social das Caldas da Rainha, por alegadamente não terem sido satisfeitas as suas pretensões. Após abandonar aquelas instalações, agrediu indiscriminadamente três pessoas com quem se cruzou na via pública, nomeadamente dois homens, um dos quais se encontrava acompanhado pela sua mãe idosa, e ainda uma mulher grávida, recorrendo a murros e chapadas", pode ler-se.Após a recolha de elementos probatórios e a apresentação de denúncia por parte das vítimas, foi dada ordem de detenção ao suspeito pela prática do crime de ofensas à integridade física.O mesmo homem já havia protagonizado distúrbios no mesmo local uma semana antes, a 2 de junho, situação que obrigou à intervenção da PSP para reposição da ordem pública. Paralelamente, já existiam indícios da sua eventual ligação a outros episódios de agressões ocorridos noutras zonas do país.No âmbito das diligências realizadas, "foi ainda apurado que sobre o detido pendia um mandado de detenção e condução, emitido pelo Juízo Local Criminal de Braga do Tribunal Judicial da Comarca de Braga, destinado à retoma de internamento involuntário em serviço de psiquiatria, o qual foi cumprido no próprio dia, encontrando-se atualmente internado".Os factos foram comunicados ao Departamento de Investigação e Ação Penal, tendo o detido sido notificado para comparecer perante a autoridade judiciária competente. Foi igualmente comunicado à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), uma vez que o cidadão é titular de um pedido de proteção internacional.