Educadora nega agressões a alunos e acusa uma mãe de lhe ter batido

Alguns pais acusam uma educadora de um jardim de infância de dar safanões, pisadelas e palmadas a crianças. Manuela Ribeira nega agressões e apresentou queixa contra uma mãe

A educadora Manuela Ribeiro, que está acusada de bater aos seus alunos, entre 3 e 5 anos, na "sala verde" do Jardim de Infância de Cajados (Palmela), garante que nunca deu palmadas nem pisou as crianças, enquanto acusa agora uma mãe de a ter agredido esta semana com "empurrões, e murros nos braços e na cabeça" em plena escola. A professora revela que apresentou queixa na GNR, mas Vânia Souza, a progenitora visada pela educadora, desmente Manuela Ribeiro, acrescentando que tem uma testemunha.

"Estou a ser perseguida por alguns pais, mas não percebo porquê. Nunca bati nos meus alunos. Por vezes posso levantar a voz, porque há uns meninos que destabilizam o grupo e até me agridem a mim", revela Manuela Ribeiro ao DN. Uma reação à notícia avançada ontem, segundo a qual seis pais apresentaram queixas contra a professora perante os relatos dos filhos - a sala tem 20 crianças - que dão conta de safanões, pisadelas, palmadas e situações em que as crianças terão ficado amarradas pelas mãos com os próprios bibes e com a cara virada para a parede.

Nuno Passos, representante dos pais, revelou que as primeiras queixas surgiram ainda em janeiro, mas que após uma primeira reunião a situação normalizou. Porém, esta semana, surgiram novas queixas de crianças, levando uma mãe a impedir o filho de ir à escola, enquanto Vânia Souza optou por se descolar ao estabelecimento de ensino para falar a com a professora.

"Tenho quase 60 anos e 39 anos de trabalho. Nunca me tinha acontecido nada disto. Fomos conversar para o refeitório, para não incomodar ninguém e esta mãe agrediu-me", diz a educadora, garantindo que quem chamou a GNR foi a coordenadora da escola. Garante que não necessitou de tratamento hospitalar, mas que apresentou queixa às autoridades, enquanto Vânia Souza admite estar "perplexa" com esta acusação.

"Claro que não bati na senhora, nem percebo como é que está a dizer uma coisa dessas. Tinha uma pessoa comigo que testemunhou toda a conversa", diz esta mãe, confirmando que, de facto, foi a coordenadora que chamou a Escola Segura. "Mas foi para eu apresentar queixa", refere a progenitora, cujos filhos continuam a ir à escola.

"Se os pais acham que bato nos meninos, então porque os mandam para a escola?", questiona Manuela Ribeiro, garantindo que a sua sala "é aberta". A educadora optou por ficar na escola da Cajados por ser próxima da localidade onde reside, mas só começou a trabalhar no segundo período na sequência de um acidente que a obrigou a estar de baixa médica até dezembro.

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