EDP na linha da frente mundial contra as alterações climáticas

A Empresa está entre 16 mundiais que assinaram um plano de ação para investir nas energias renováveis nos próximos dez anos.

A EDP - Energias de Portugal é uma das 16 empresas mundiais que assinaram um plano de ação que, caso seja concretizado, possibilitará a instalação de 1,5 terawatts de "energias renováveis em todo o mundo, ao longo dos próximos dez anos". A empresa portuguesa refere que o projeto, elaborado no âmbito da Low Carbon Technology Partnership Initiative (LCTPI), é apenas "um dos muitos contributos do setor empresarial para a COP 21", onde o presidente da EDP, António Mexia, esteve presente e evidenciou a aposta da companhia nas boas práticas energéticas.

"A par do tema da energia (potencial das renováveis e barreiras a superar), a LCTPI produziu mais oito planos de ações setoriais. No seu conjunto, quando concretizadas, as propostas de descarbonização da economia mundial podem por si só eliminar 65% das emissões necessárias para manter o aquecimento nos 2ºC, gerar investimentos de cinco a dez biliões de dólares e cinco a dez milhões de novos empregos, concluiu um estudo da PWC", salienta, em comunicado a EDP.

Investir 200 milhões

Paralelamente, a distribuidora "tem em curso um conjunto de compromissos centrados no combate às alterações climáticas", apresentados pela primeira vez em setembro no âmbito da Cimeira de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Desde logo, ter mais de 75% de "renováveis em capacidade instalada até 2020".

A EDP pretende ainda, no mesmo horizonte temporal, "promover ganhos de eficiência energética junto da base de clientes equivalentes a um terawatt/hora - o equivalente ao consumo médio anual de 400 mil famílias portuguesas - e "fomentar as parcerias no processo de investigação e desenvolvimento de tecnologias limpas, eficiência energética e redes inteligentes", investindo 200 milhões de euros.

Já dez anos mais tarde, em 2030, a empresa quer ter reforçado "a instalação de contadores inteligentes, atingindo os 90% dos pontos de entrega de baixa tensão na Península Ibérica" e ter reduzido em 75%, relativamente aos valores de 2005, as emissões de dióxido de carbono. Este último objetivo será sempre alcançado se os restantes forem cumpridos.

Pontuação máxima

No início de novembro, a EDP foi uma das duas empresas nacionais, a par da Galp, que conseguiu atingir a pontuação máxima em transparência e desempenho na redução da emissão de gases com efeito estufa e mitigação dos riscos das alterações climáticas, avaliados pela organização não governamental Carbon Disclosure Project (CDP). Integra, por isso, o grupo restrito das 113 entidades classificadas, a nível global, como "A Listers" - 5% das que foram avaliadas.

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