Dormir com galinhas diminui o risco de ser picado por insetos

As galinhas podem ser a solução para diminuir o número de casos da doença

Dormir com pelo menos uma galinha no quarto ajuda a afastar os mosquitos e reduz o risco de contrair malária e outras doenças transmitidas por insetos. A conclusão é de um estudo da Universidade de Ciências Agrícolas da Suécia, publicado na revista científica Malaria Journal, que concluiu que o cheiro natural das galinhas afasta os mosquitos (An. arabiensis).

Para esta investigação, os cientistas suecos contaram com o apoio de cientistas da universidade de Adis Abeba, na Etiópia, e as experiências foram realizadas neste país, onde pelo menos 60% da população está exposta aos parasitas que provocam a malária.

Os parasitas da malária são transmitidos através da picada dos mosquitos infetados e a doença ainda tem uma alta taxa de mortalidade. Segundo um relatório das Nações Unidas, só em 2015, 400 mil pessoas morreram de malária e a doença ainda é endémica em África, América do Sul e no sul da Ásia.

Durante a experiência alguns voluntários dormiam com uma galinha viva enjaulada ao lado da cama enquanto outros dormiam com outros remédios para afastar mosquitos. Em ambas as situações eram usadas redes de mosquiteiros, que os cientistas dizem ser essenciais.

Os investigadores concluíram que a presença dos animais "reduziu significativamente" o número de mosquitos no quarto, porque as galinhas produzem um repelente natural.

Os cientistas da Etiópia afirmaram que, após esta descoberta, o próximo passo é extrair os componentes do cheiro das galinhas e refiná-los para produzir um novo e mais eficaz repelente contra os insetos responsáveis pela propagação da doença.

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