Dois presidentes e governantes de várias partes do mundo

Papa traz mensagem de paz e esperança, que será escutada por peregrinos de 51 países. Programa intenso de celebrações até dia 13

O homem que amanhã aterra pelas 16.20, na base aérea de Monte Real, Leiria, anunciou-se como vindo "do fim do mundo", na primeira vez que Jorge Bergoglio falou como Papa Francisco à varanda de São Pedro, no Vaticano. Esse fim do mundo é o extremo da América do Sul, a sua Argentina natal, vizinha do Paraguai de onde vem Horacio Cartes, um dos dois chefes de Estado que estará presente nas cerimónias que celebram os 100 anos de Fátima e na canonização de Jacinta e Francisco. O outro presidente que marca presença é o de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho. Os dois estão de visita oficial a Portugal e incluíram nos programas respetivos a passagem pelo Santuário de Fátima.

Na lista de altas entidades, estão previstas as presenças da primeira dama do Panamá, Lorena Castillo de Varela, e dos ministros do Senegal e Guatemala, mas também do ministro federal para os Direitos Humanos paquistanês, Kamran Michael, que é militante da Liga Muçulmana Paquistanesa.

Ainda fora de portas, é da Polónia que vem o maior contingente anunciado de peregrinos (de 51 países): 1196 distribuídos por 20 grupos; Estados Unidos (962 peregrinos), Espanha (956) e França (954) são outros grandes grupos organizados previstos. E há também italianos (671), chineses (467), brasileiros (444) e vietnamitas (328). Argentinos como Bergoglio virão 95.

O Papa Francisco já sinalizou que vem a Fátima trazer uma mensagem de "paz e esperança", numa peregrinação (e é como peregrino que o bispo de Roma se apresenta) de 23 horas em solo português. Foi esta visita que o PCP, numa nota de imprensa, disse dever ser "acolhida com a consideração devida ao seu caráter religioso".

Francisco preside à celebração do rosário, na noite de amanhã, e depois à missa de sábado, 13 de maio, momento alto da peregrinação.

O programa é intenso: hoje, pelas 18.30, há "missa do peregrino a pé"; amanhã, sucedem-se os momentos de celebração, que culminam com a procissão das velas, seguida de missa - e uma vigília noturna, que se prolonga noite fora, até às 7.00 de dia 13. À hora a que Francisco recebe o primeiro-ministro, António Costa, os sinos repicarão por 5 minutos - é o chamamento à oração.

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