Detido um PSP no caso de suspeitas de tráfico em missões militares portuguesas

Polícia em causa, que já esteve nas Forças Armadas, estava ao serviço do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP

Um elemento da PSP foi esta segunda-feira detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de tráfico de diamantes e ouro em missões militares portuguesas, disse à agência Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública.

Segundo a mesma fonte, o polícia, que já esteve nas Forças Armadas, estava ao serviço do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Também a Guarda Nacional Republicana avançou que a PJ deteve esta segunda-feira um guarda-provisório em formação, desde junho de 2021, no curso de formação de guardas em Portalegre, o qual ingressou na formação proveniente das Forças Armadas.

A Polícia Judiciária confirmou esta segunda-feira a execução de 100 mandados de busca e 10 detenções no âmbito da Operação Miríade, na sequência de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Em causa está a investigação a uma rede criminosa com ligações internacionais e que "se dedica a obter proveitos ilícitos através de contrabando de diamantes e ouro, tráfico de estupefacientes, contrafação e passagem de moeda falsa, acessos ilegítimos e burlas informáticas", com vista ao branqueamento de capitais.

Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou que alguns militares portugueses em missões na República Centro-Africana (RCA) podem ter sido utilizados como "correios no tráfego de diamantes", adiantando que o caso foi reportado em 2019.

Para o EMGFA, "o que está em causa de momento é a possibilidade de alguns militares que participaram nas FND [Força Nacional Destacada], na RCA, terem sido utilizados como correios no tráfego de diamantes, ouro e estupefacientes" e que "estes produtos foram alegadamente transportados nas aeronaves de regresso das FND a território nacional".

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