"Detesto quando se diz que "cada pessoa tem o seu preço". O que resta então da dignidade?"
A sua virtude preferida?
A integridade. Detesto quando se diz que "cada pessoa tem o seu preço". O que resta então da dignidade humana?
A qualidade que mais aprecia num homem?
Uma mescla de simplicidade com sentido de humor.
A qualidade que mais aprecia numa mulher?
A ternura. Afinal, é isso que nos aproxima mais das nossas mães...
O que aprecia mais nos seus amigos?
A fidelidade no tempo longo. Amizade rima com reciprocidade.
O seu principal defeito?
A impaciência pela demora na concretização de tarefas e projetos.
A sua ocupação preferida?
Se falamos de hobbies, então a música (sobretudo piano).
Qual é a sua ideia de "felicidade perfeita"?
Reconhecer o melhor que há em mim e cultivá-lo. Aproveitar a parte boa dos outros e esquecer o resto. Amar e ser amado. Aceitar o tempo e usufruir da natureza.
Um desgosto?
A perda de um ente querido - um familiar próximo, um grande amigo. Em comparação com isto, tudo o mais parece minúsculo.
O que é que gostaria de ser?
Aquilo que sou - professor, a mais bela profissão do planeta: "Se não sabes, aprende. Se já sabes, ensina" (Confúcio). Numa vida futura: músico, escritor ou intérprete.
Em que país gostaria de viver?
Em Portugal, o melhor país do mundo: belo, hospitaleiro, com uma identidade secular. Vivemos num cantinho do Céu. Se tivesse de mudar: talvez no Sul de França.
A cor preferida?
O azul-turquesa e o cor-de-rosa (duas cores muito associadas à nossa primeira infância!).
A flor de que gosta?
Hesito entre a rosa e a tulipa. Nas trepadeiras, o jasmim (pelo aroma) e a buganvília (pela cor). Ah, e a flor-de-lótus, símbolo da iluminação.
O pássaro que prefere?
O elegante flamingo; ou a pequena pomba, símbolo da paz.
O autor preferido em prosa?
Entre os de língua portuguesa, Eça e Mia Couto. Dos outros, Javier Marías e Tolstói. No teatro, Shakespeare.
Poetas preferidos?
Camões e Antero (sonetos), entre os antigos; Manuel Alegre, Ary dos Santos e Ramos Rosa, entre os modernos.
O seu herói da ficção?
O meticuloso e perspicaz Hércule Poirot (Agatha Christie), seguido de Daniel Sempere, o do Cemitério dos Livros Esquecidos (Ruiz Zafón).
Heroínas favoritas na ficção?
Antígona, de Sófocles; e Penélope, de Homero.
Os heróis da vida real?
Ontem, Jesus, Marco Pólo, Gandhi e Mandela. Sem esquecer o nosso Pedro Nunes. Hoje, o Papa Francisco, o exemplo mais luminoso que temos.
As heroínas históricas?
Marie Curie (Prémio Nobel da Física e também da Química!), Beatriz Ângelo (médica-cirurgiã e feminista de causas nobres) e Eleanor Roosevelt (Direitos Humanos).
Os pintores preferidos?
Amadeo, Menez e Resende, entre os portugueses; Van Gogh e Monet, dos estrangeiros.
Compositores preferidos?
Na música clássica, Chopin, Beethoven e Carlos Seixas. Na moderna, Leonard Cohen, Paul Simon e toda a Bossa Nova.
Os seus nomes preferidos?
Nos meninos, Vasco e Jaime. Nas meninas, Leonor e Helena.
O que detesta acima de tudo?
Nas pessoas, a arrogância e a vaidade. No resto, a guerra, a pobreza e a destruição do meio ambiente.
A personagem histórica que mais despreza?
Hitler e toda a sua turma, que sabia bem o que estava a fazer.
O feito militar que mais admira?
A Reconquista da Península Ibérica.
O desembarque aliado na Normandia.
A "Revolução dos Cravos", à qual devemos quase tudo.
O dom da natureza que gostaria de ter?
Ouvido absoluto e talento para pintar,
Hélas...
Como gostaria de morrer?
Em casa, durante o sono, perto da minha família. Enquanto ainda estiver vivo, como alguém fez questão de gravar no seu epitáfio.
Estado de espírito atual?
Exausto, pela dificuldade do questionário... Grato, pela gentileza do convite. Apreensivo, pelo futuro do mundo.
Os erros que lhe inspiram maior indulgência?
Os pequenos delitos, cometidos por amor ou por carência extrema.
A sua divisa?
"Vive uma vida boa e honrada. Quando fores velho e olhares para trás, então terás a oportunidade de a saborear uma segunda vez" (Tenzin Gyatso, XIV Dalai Lama).

