Descobertos três planetas que podem ter vida

Investigadores vão estudar composição química para perceber se há condições para os planetas terem água

Foram descobertos três planetas podem ter condições para albergar vida. Orbitam em redor de uma pequena estrela - que é um pouco maior do que Júpiter - e as suas temperaturas poderão ser similares às do planeta Terra. Isto significa que é possível a existência de água nas suas superfícies, aumentando a possibilidade de existir vida.

A descoberta foi feita por investigadores da Universidade de Liege, na Bélgica, e do MIT em Boston, nos EUA e publicada na revista Nature. Os três exoplanetas estão a cerca de 40 anos luz de distância da Terra, não muito longe, na perspetiva dos astrónomos, e foram encontrados através do telescópio Trappist, que está situado no Chile. A estrela recebeu o nome de Trappist-1.

"Porque estamos a tentar detetar planetas idênticos à Terra em redor de estrelas mais pequenas e menos quentes na vizinhança solar? A razão é simples: os sistemas em redor destas pequenas estrelas são os únicos locais onde podemos detetar vida em exoplanetas do tamanho da Terra com a tecnologia que dispomos. Por isso, se queremos encontrar vida noutro sítio do Universo, estes são os locais por onde devemos começar a procurar", salientou Michaël Gillon, investigador que liderou o estudo, citado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO).

O facto da estrela não brilhar tanto como o Sol, por exemplo, vai permitir que os investigadores possam estudar as atmosferas dos exoplanetas com mais pormenor, segundo o The Verge, sendo considerados como a melhor possibilidade de se encontrar vida fora do Sistema Solar.

Dois dos planetas têm uma órbita muito próxima da estrela, o que faz com que recebam mais radiação. Parte da superfície poderá estar demasiado quente para ter água. Porém, como metade da superfície está sempre virada para a estrela e a outra metade está sempre escura, este lado poderá ter as temperaturas certas para a existência de água. E esta possibilidade é maior no terceiro planeta, que se encontra um pouco mais afastado da Trappist-1.

O tempo das órbitas são muito diferentes do da Terra. Os dois planetas mais próximos demoram entre 1,5 a 2,4 dias a completá-la e no terceiro a estimativa é que um ano demore entre 4,5 a 73 dias a passar. "Com períodos orbitais tão curtos, os planetas estão entre 20 a 100 vezes mais próximos da sua estrela do que a Terra do Sol", referiu Michaël Gillon

Por agora será necessário esperar pela investigação mais detalhada da composição química da atmosfera, para perceber se realmente se estará mais perto de encontrar vida num planeta fora do Sistema Solar.

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