Descobertas novas variações genéticas que contribuem para o cancro da mama

Descoberta vem melhorar o conhecimento existente sobre a base hereditária do cancro da mama

Um consórcio internacional com cientistas de 300 instituições descobriu 65 novas variações genéticas que aumentam a probabilidade de ter cancro da mama. Os dois estudos foram publicados esta segunda-feira nas revistas científicas Nature e Nature Genetics.

No artigo publicado na Nature Genetics, é reportada a descoberta de 65 novos loci (regiões no ADN) associados a um risco aumentado de cancro da mama. No artigo da Nature, é relatada a identificação de dez variantes associadas ao risco de alguns tipos de cancro da mama.

As novas descobertas do OncoArray Consortium vêm fazer subir o número de variantes associado ao cancro da mama para quase 180, nota a CNN. De acordo com os autores, individualmente, estas mutações não têm tanto peso como as já conhecidas BRCA1 e BRCA2, mas em conjunto a contribuição pode ser maior

"Essencialmente, usámos amostras de sangue de um grande número de mulheres (cerca de 300 mil), em que cerca de metade tinha tido cancro da mama", explicou o investigador Doug Easton à CNN. Em seguida, os investigadores usaram o ADN das amostras para procurar mutações genéticas.

Easton, da Universidade de Cambridge, diz que a descoberta vem melhorar o conhecimento existente sobre a base hereditária do cancro da mama. "Além de identificar novas variantes genéticas, confirmámos muitas das quais já suspeitávamos".

Outro investigador, Jacques Simard, da Université Laval, no Quebec, nota que esta descoberta pode ser importante para adaptar as orientações para o rastreio do cancro da mama, embora reconheça que essa adaptação pode demorar algum tempo.

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