Criança de 4 anos morreu de fome agarrada a corpo da mãe

A criança, que sofria de dificuldades de aprendizagem e não falava, não conseguiu pediu ajuda. Morreu após duas semanas sozinha

Uma criança de quatro anos morreu de fome sozinha em casa, depois de a mãe ter morrido de doença súbita, em Londres. Chadrack Mulo sofria de dificuldades de aprendizagem e não conseguiu pedir ajuda, tendo sido encontrado agarrado ao corpo da mãe, duas semanas depois.

O caso passou-se em outubro do ano passado e foi conhecido agora depois de a médica legista ter lançado um apelo, no relatório enviado ao Departamento de Educação, pedindo que se crie um sistema de alerta que permita verificar o que se passa quando as crianças pequenas deixam de aparecer na escola.

"É provável que Chadrack tenha ficado sozinho em casa por quinze dias depois da morte da mãe. Foi encontrado alguns dias depois de ter morrido, com os braços à volta do corpo dela. A mãe já estava em avançado estado de decomposição", disse a médica legista Mary Hassell, citada pelo Evening Standard. A criança de morreu de fome e desidratação.

As autoridades acreditam que Esther Eketi-Mulo, de 24 anos, morreu no seu apartamento, em Hackney, na zona leste de Londres, nos primeiros dias de outubro, depois de ter sofrido um ataque epilético. A criança, que sofria de dificuldades de aprendizagem e não falava, não conseguiu pediu ajuda e só foi descoberta no dia 20, quando a polícia entrou em casa alertada pelo vizinhos, que se queixavam do mau cheiro.

Esther Eketi-Mulo era natural da República do Congo. Vivia há vários anos em Londres, mas estava afastada da família e do pai da criança.

As tentativas da escola primária de Hackney para descobrir o que se passava com a criança não deram em nada: primeiro tentaram contactar a mãe e depois visitaram a casa por duas vezes, mas não conseguiram entrar. A escola mudou entretanto os procedimentos de forma a ter o contacto de três adultos para cada criança e garante que vai chamar a polícia se ninguém responder.

O Departamento de Educação britânica já recebeu o relatório sobre este "caso trágico" e promete levar o apelo da médica legista a sério.

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