DGS. Ninguém morreu mas internados aumentam

O boletim de hoje da DGS revela que ninguém morreu nas últimas 24 horas. No entanto, o número de pessoas está, lentamente, a aumentar.

Foram registados 523 novos casos de infeção em Portugal nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). O relatório deste sábado, 22 de maio, indica que ninguém morreu nas últimas 24 horas.

Estão agora internadas 210 pessoas (mais três do que ontem), das quais 59 em unidades de cuidados intensivos (mais quatro do que ontem).

A incidência da pandemia está a aumentar visto que o número de novos infetados (+523) é maior do que o número de pessoas dadas como recuperadas (+482).

Geograficamente, 196 das novas infeções foram registadas em Lisboa e Vale do Tejo. No Norte foram 161, no Centro 43, no Alentejo 37, nos Açores 34 e na Madeira 31. O Algarve é onde se registaram menos novas infeções: 21.

Ao todo, desde o início da pandemia, já morreram em Portugal 17017 pessoas, tendo sido infetadas 844 811.

Pandemia a crescer

Os dados da DGS não atualizam a "matriz de risco". Como ontem foi noticiado, a pandemia está a crescer novamente em Portugal, segundo um relatório emitido ontem da Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Ricardo Jorge (INSA) com a monitorização das linhas vermelhas para a covid-19.

O número de novos casos de infeção por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias foi de 53 casos, com uma tendência ligeiramente crescente a nível nacional.

A mesma tendência é seguida pelo valor do Rt (Índice de Transmissibilidade), que apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,03) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (1,11). "A manter esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência de acumulada a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes, será de 61 a 120 dias e 31 a 60 dias, respetivamente, para o nível nacional e Lisboa e Vale do Tejo", refere o documento.

No entanto, o número diário de casos de covid-19 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência ligeiramente decrescente, correspondendo a 24% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas.

Paralelamente, a proporção de testes positivos foi de 1,2%, valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%. No entanto, observou-se um decréscimo do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias.

A estimativa do INSA e da DGS revela que a variante britânica tem uma prevalência de casos de 91,2% em Portugal, tendo ainda sido detetados 88 casos da variante sul-africana, 115 da variante brasileira e dez da variante indiana.

No entender das duas entidades, é recomendado que o aumento dos valores do índice de transmissibilidade seja "acompanhado com atenção durante a próxima semana pois pode sinalizar o início de um período de crescimento da epidemia".

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