Ataque informático a sites da empresa que libertou dióxido de enxofre

O ataque informático que está a ser desencadeado por uma única pessoa, que sofreu ferimentos na sequência do incêndio nos armazéns de enxofre da Sapec Agro, em Setúbal

Os 'sites' da empresa Sapec, dona dos armazéns de enxofre em Setúbal onde um incêndio provocou a libertação de uma nuvem tóxica, estão hoje a ser alvo de um ataque informático apoiado pelo grupo 'Anonymous Lusophony'.

Uma das páginas, a da Sapec Química, estava ao início da tarde indisponível, mas o objetivo é que os quatro domínios registados pela Sapec fiquem inativos até ao final da tarde, disse à Lusa, sob anonimato, um dos membros do grupo Anonymous Lusophony, que, segundo as explicações prestadas, está apenas a dar apoio técnico ao ataque informático que está a ser desencadeado por uma única pessoa, que sofreu ferimentos na sequência do incêndio nos armazéns de enxofre da Sapec Agro, em Mitrena, Setúbal, na madrugada de terça-feira.

O ataque surge como protesto contra a empresa e pelo facto de instalações onde se manuseiam produtos tóxicos e químicos se situarem "demasiado próximas da população".

Um total de 32 pessoas recorreu ao Hospital de Setúbal por motivos que podem estar relacionados com o excesso de dióxido de enxofre libertado, segundo os últimos dados do INEM.

Num balanço feito para a Agência Lusa, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disse que até às 16:00 de sexta-feira recorreram ao Hospital 32 pessoas, das quais 13 eram bombeiros. Das restantes 19 pessoas 12 eram adultos e sete crianças.

O incêndio deflagrou na madrugada de terça-feira nos armazéns de enxofre da SAPEC Agro e foi declarado extinto na manhã de quinta-feira.

A nuvem de dióxido de enxofre na atmosfera levou as autoridades a aconselharem as pessoas que vivem na península de Setúbal a evitarem sair de casa e fazerem esforços ao ar livre. As escolas também estiveram encerradas. A situação já está normalizada e as escolas já reabriram.

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