Fábrica que ardeu na Maia estava a funcionar "em situação irregular"

Situação foi divulgada pelo vereador da proteção civil da autarquia local

A fábrica de lavagem de camiões de produtos químicos da Maia que ardeu esta quarta-feira "labora há alguns anos em situação irregular", divulgou o vereador da proteção civil da autarquia local.

"A câmara municipal tem conhecimento, já procurou que fosse reposta a ilegalidade, mas independentemente da celeridade da câmara e do processo, que dura há dois anos, já sabe que a empresa se vai deslocalizar", afirmou o autarca Mário Neves.

A preocupação atual da proteção civil da câmara da Maia, disse, relaciona-se com "questões de saúde pública e a proteção da população".

Indicou ainda estar "tranquilo" porque o que lhe foi comunicado pelos bombeiros é que está "tudo calmo e controlado".

O incêndio que deflagrou hoje num armazém de lavagem de camiões de transporte de produtos químicos em Vila Nova da Telha, Maia, provocou cinco feridos, dois grave e três ligeiros, todos com queimaduras, disse à Lusa fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Os dois feridos graves foram transportados para o Hospital de S. João, no Porto, bem como um dos três feridos ligeiros, indicou a mesma fonte.

A mesma fonte indicou que foram transportados para o hospital de Gaia os outros dois feridos ligeiros resultantes do incêndio.

De acordo com o INEM, a "chamada de alerta" para o incêndio foi recebida às 11:48.

Pelas 13:45 o comandante dos bombeiros de Moreira da Maia informou que o incêndio estava em fase de rescaldo e terá sido causado por um curto-circuito.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da ANA -- Aeroportos de Portugal, afirmou que, apesar da proximidade da fábrica ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, o incêndio "não afetou em momento algum" a descolagem ou aterragem de aeronaves.

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