O ex-administrador da empresa Autoestradas de Itália foi esta quinta-feira, 16 de julho, condenado a 12 anos de prisão, considerado culpado de negligência e de homicídio involuntário, na sequência do colapso de uma ponte em Génova em 2018, que provocou 43 mortos.Além deste antigo dirigente da empresa responsável pela gestão da ponte, Giovanni Castellucci – que já se encontra em prisão a cumprir uma pena por um outro acidente, ocorrido em 2013, num viaduto no sul de Itália –, o tribunal de Génova (norte) condenou, a penas menores, muitos dos 57 arguidos deste megaprocesso judicial, iniciado há quatro anos e que incluiu 283 audiências, com a sentença a ser proferida, quase oito anos depois da tragédia.Entre os arguidos contavam-se antigos executivos da operadora Autoestradas de Itália (Autostrade per L’Italia), especialistas da sua empresa de engenharia SPEA e ex-funcionários do Ministério das Infraestruturas e Transportes italiano, na sua maioria acusados de homicídio por negligência, decorrentes de alegadas falhas na manutenção da ponte Morandi, que fazia parte de uma importante rota que ligava o norte de Itália à Riviera Francesa.Os procuradores argumentaram que anos de negligência na manutenção levaram ao colapso e exigiram penas combinadas que totalizam quase 400 anos para todos os arguidos.Entre outros arguidos condenados, contam-se outros dois antigos altos responsáveis da Autoestradas de Itália, Michele Donferri Mitelli e Paolo Berti, condenados respetivamente a 11 anos e a cinco anos e seis meses de prisão, enquanto o antigo presidente do Conselho de Administração da SPEA, Antonino Galatà, foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão, e Mauro Coletta, antigo diretor de supervisão das concessões rodoviárias do Ministério dos Transportes, foi condenado a cinco anos de prisão.A 14 de agosto de 2018, às 11h36 locais, sob chuva torrencial, a enorme ponte na autoestrada que liga Itália a França colapsou, lançando dezenas de veículos para o vazio.A acusação pediu uma pena total de mais de 400 anos de prisão para os 57 arguidos, acusados de homicídio negligente, de colocar em risco a segurança dos transportes e de falsificação de documentos oficiais."Com esta tragédia, a nossa confiança no Estado vacilou", disse o presidente do comité das vítimas, Egle Possetti, ao entrar no tribunal para conhecer o veredicto.Uma nova ponte projetada pelo arquiteto italiano Renzo Piano, nascido em Génova, foi inaugurada em 2020, atravessando um memorial às vítimas do colapso da Ponte Morandi..Pinto Luz diz que Governo está a trabalhar para que não se repita uma tragédia como a de Entre-os-Rios.Três mil pessoas retiradas de casa para reconstruir Ponte de Génova .Seleção italiana homenageou vítimas da queda de ponte em Génova.43 minutos de silêncio: a homenagem dos adeptos do Génova às vítimas da ponte.Ferrari presta homenagem às vítimas de queda de ponte em Génova