AMI regista aumento da ajuda alimentar e dos apoios a pessoas sem-abrigo
Leonardo Negrão / Global Imagens

AMI regista aumento da ajuda alimentar e dos apoios a pessoas sem-abrigo

Das 5.519 pessoas apoiadas pela fundação, através dos seus equipamentos e respostas de Ação Social em Portugal, 756 recorreram pela primeira vez aos serviços da instituição, diz em comunicado.
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A Fundação AMI apoiou 5.519 pessoas no primeiro semestre, registando um aumento de 11% no apoio alimentar e mais 115 pessoas em situação de sem-abrigo, revelam dados divulgados esta quinta-feira.

Das 5.519 pessoas que foram apoiadas pela Fundação AMI, através dos seus equipamentos e respostas de Ação Social em Portugal, 756 recorreram pela primeira vez aos serviços da instituição, adianta em comunicado.

A AMI também acompanhou 673 pessoas em situação de sem-abrigo, das quais 115 constituem novos casos.

Já as Equipas de Rua prestaram apoio direto a 285 pessoas, incluindo 51 que foram acompanhadas pela primeira vez, reforçando o trabalho de proximidade junto de quem vive em situação de maior vulnerabilidade.

Para a Fundação AMI, estes dados revelam que “a pobreza e a exclusão social continuam a marcar a vida da população em idade ativa”: “Para muitas pessoas, garantir necessidades tão básicas como a alimentação ou uma habitação digna continua a ser um desafio diário”.

Quanto aos apoios sociais, os dados evidenciam “a crescente necessidade na distribuição de géneros alimentares”.

No primeiro semestre, foram apoiadas 2.756 pessoas, correspondentes a 1.090 agregados familiares, através da entrega de 6.695 cabazes alimentares, o que representa um aumento de 11% no número de pessoas apoiadas e de 23% no número de cabazes distribuídos, face ao período homólogo.

Através do serviço de refeitório, foram servidas mais de 72.400 refeições a 898 pessoas.

Traçando o perfil dos beneficiários, a Assistência Médica Internacional (AMI) refere que a maioria tem entre 21 e 66 anos.

Oito por cento dos beneficiários têm rendimentos provenientes de trabalho, mas continuam a necessitar de apoio social, porque “o salário é insuficiente para fazer face às despesas essenciais”.

Relativamente ao acompanhamento psicossocial, os serviços de Ação Social da AMI realizaram 5.204 atendimentos, acompanhamentos sociais e encaminhamentos.

O serviço de roupeiro apoiou 1.878 pessoas, pertencentes a 891 agregados familiares.

A AMI começou a atuar em Portugal em 1994, ano em que abriu o Centro Porta Amiga das Olaias. Desde então, e face às necessidades existentes no país, lançou mais oito Centros Porta Amiga, dois abrigos noturnos, duas equipas de rua, uma equipa de apoio domiciliário e um polo de distribuição alimentar, tendo apoiado mais de 80.000 pessoas, das quais 14.229 em situação de sem-abrigo.

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