"Alguém sem curiosidade é uma chatice e alguém sem honestidade é vergonhoso"

O famoso questionário de Proust respondido pelo professor universitário e ex-ministro Miguel Poiares Maduro

A sua virtude preferida?
Virtude é um conceito muito particular na História. Das virtudes identificadas como as sete virtudes clássicas escolherei a justiça, porque inclui em si alguma das outras virtudes importantes, como a temperança (moderação) ou a coragem.

A qualidade que mais aprecia num homem?
Curiosidade e honestidade. Não consigo separar, porque alguém sem curiosidade é uma chatice e alguém sem honestidade é vergonhoso.

A qualidade que mais aprecia numa mulher?
As mesmas.

O que aprecia mais nos seus amigos?
Terem as virtudes e qualidades que aprecio.

O seu principal defeito?
Aceitar mais compromissos do que a agenda me permite...

A sua ocupação preferida?
Varia consoante o ano, mês ou hora do dia. Vai de comer a dormir, passando por um debate, filme ou concerto.

Qual é a sua ideia de "felicidade perfeita"?
Ocupado a fazer o que gosto, de preferência com família e amigos.

Um desgosto?
Ou respondo com um desgosto "público" (sobre o país), que parecerá aproveitamento político, ou responderia com um desgosto pessoal, e estes não se discutem em público.

O que é que gostaria de ser?
Eu, numa versão melhorada e mais duradoura!

Em que país gostaria de viver?
Se há coisa que a vida me trouxe foi a possibilidade de viver em vários países de que gostei muito, começando por Portugal.

A cor preferida?
Verde.

A flor de que gosta?
Flores do campo.

O pássaro que prefere?
Nunca pensei nisso, logo a minha resposta não seria uma preferência honesta.

O autor preferido em prosa?
Friedrich Durrenmatt.

Poetas preferidos?
Dante, T. S. Elliot, Pessoa.

O seu herói da ficção?
Serpico (o polícia que denuncia a corrupção no filme do mesmo nome).

Heroínas favoritas na ficção?
Erin Brockovich (também de um filme, embora baseado numa história verdadeira, mas que a ficção tornou famosa).

Os heróis da vida real?
Mandela, pela capacidade de perdoar e pelo desapego ao poder; e os inúmeros denunciantes de corrupção ou figuras da oposição em ditaduras. Nem sempre é fácil encontrar quem faz o que é certo; mais difícil, e digno de admiração, é fazê-lo em contextos como esses.

As heroínas históricas?
Dona Antónia, primeira mulher gestora de uma grande empresa em Portugal.
Marie Curie, primeira mulher a receber o prémio Nobel.

Os pintores preferidos?
Caravaggio, Pollock.


Compositores preferidos?
Mahler e Bach.

Os seus nomes preferidos?
Ana, Pedro e Miguel (o meu nome e os dos meus irmãos).

O que detesta acima de tudo?
A hipocrisia.

A personagem histórica que mais despreza?
Hitler.

O feito militar que mais admira?
Trago a pergunta para os dias de hoje e respondo: a resistência ucraniana à invasão russa.

O dom da natureza que gostaria de ter?
Voar.

Como gostaria de morrer?
Sem saber.

Estado de espírito atual?
Ocupado, a responder ao questionário.

Os erros que lhe inspiram maior indulgência?
Os erros por paixão.

A sua divisa?
Nunca confundir ser sério com levar-se muito a sério.

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