Alemanha chocada com onda de agressões sexuais durante passagem do ano

As queixas referem a existência de grupos de 20 a 30 jovens que cercavam e agrediam as vítimas

O governo alemão condenou esta terça-feira os vários ataques sexuais aparentemente coordenados contra mulheres que ocorreram na passagem do ano em Colónia, na região oeste da Alemanha, e que terão sido alegadamente cometidos por homens de origem árabe.

O executivo alemão advertiu para os perigos dos sentimentos anti-migrantes e da criação de bodes expiatórios.

O ministro da Justiça alemão, Heiko Mass, pediu uma investigação minuciosa sobre estas agressões que terão sido alegadamente cometidas por um grande grupo de foliões durante os festejos de fim do ano na principal estação ferroviária de Colónia. Entre as várias agressões, existe o relato de pelo menos um caso de violação.

"Isto representa uma nova dimensão de crime com a qual teremos de lidar", referiu o ministro, em declarações à comunicação social, acrescentando que os ataques terão sido aparentemente "coordenados".

"As autoridades estão a trabalhar intensivamente para determinar quem está por detrás disto", prosseguiu.

Questionado pelos jornalistas se os atacantes poderiam ser refugiados, Heiko Mass disse que a polícia continua a trabalhar na identificação dos suspeitos.

"Isto não é sobre as origens [das pessoas], mas sobre aquilo que fizeram", afirmou o ministro alemão, advertindo que associar este assunto à questão dos refugiados "não é mais que exploração".

"Agora é tempo de determinar os factos e, em seguida, decidir sobre as consequências necessárias", frisou.

A polícia de Colónia afirmou hoje ter recebido 90 queixas-crimes, referindo que várias testemunhas relataram que grupos de 20 a 30 jovens adultos "que pareciam ser de origem árabe" cercaram e agrediram as vítimas. As testemunhas também descreveram alguns furtos.

"Admitimos que mais pessoas poderão apresentar queixa", referiu um porta-voz da polícia, citado pela agência de notícias alemã DPA.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, declarou estar igualmente chocado com os ataques que qualificou como "desprezíveis".

"No entanto, isto não pode levar a que refugiados, independentemente da sua origem, que procuram a nossa proteção contra a perseguição, sejam colocados sob suspeita", afirmou Thomas de Maiziere.

As autoridades de Colónia convocaram para hoje uma reunião extraordinária com as forças policiais para discutir este caso.

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