Ministro da Educação, Fernando Alexandre
Ministro da Educação, Fernando AlexandreMiguel A. Lopes / Lusa

Alegada agressão a criança nepalesa. Ministério diz que "não há qualquer indício de um linchamento"

O caso da alegada agressâo a uma criança nepalesa numa escola da região de Lisboa "está agora a ser acompanhado pelas autoridades competentes", refere o Ministério da Educação.
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O Ministério da Educação reiterou, esta sexta-feira, que "não há qualquer indício de ter ocorrido um 'linchamento' na escola da Amadora", indicando que o caso da alegada agressâo a uma criança nepalesa "está agora a ser acompanhado pelas autoridades competentes".

A diretora do Centro Padre Alves Correia (CEPAC), denunciou, no início da semana, à Rádio Renascença, que uma criança de 9 anos tinha sido vítima de "linchamento" numa escola da região de Lisboa. Na quarta-feira, o Governo informou que desconhecia a existência de qualquer agressão a uma criança nepalesa na zona de Lisboa.

Em comunicado enviado esta noite às redações, o ministério, tutelado por Fernando Alexandre, fez saber que se reuniu esta sexta-feira com a CEPAC, a pedido desta instituição da igreja.

"Durante o encontro, a direção do CEPAC relatou ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) a sua versão de um caso noticiado no dia 14 de maio, apresentando detalhes e contornos distintos face à informação divulgada a um órgão de comunicação social", refere a nota.

Após a reunião, o Ministério da Educação "reitera que, mesmo com as novas informações disponibilizadas pelo CEPAC, não há qualquer indício de ter ocorrido um “linchamento” na escola da Amadora indicada pela associação".

Ainda assim, o ministério garante que "está atento e condena todos os casos de violência, sejam sobre crianças estrangeiras ou portuguesas, que obviamente têm de ser sempre denunciados".

O Ministério Público abriu um inquérito à alegada agressão a uma criança nepalesa numa escola, mas esclareceu que a queixa apresentada não indica a nacionalidade da vítima, informou esta quinta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Também em resposta à Lusa, a PSP tinha referido esta quinta-feira que não recebeu qualquer queixa por parte do CEPAC.

A Rádio Renascença noticiou na terça-feira que um menino nepalês de 9 anos foi agredido numa escola de Lisboa e que a denúncia foi feita pela diretora executiva de uma instituição da Igreja, o Centro Padre Alves Correia, que considerou que "as motivações dos outros menores foram xenófobas e racistas".´

Na quarta-feira, o Ministério da Educação já tinha apontado que a escola, do concelho da Amadora, distrito de Lisboa, onde foi denunciada uma agressão violenta a uma criança nepalesa de 9 anos desconhecia "o alegado episódio" e que os únicos estudantes nepaleses do estabelecimento frequentam o ensino secundário.

Com Lusa

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