Homem que matou duas mulheres no centro Ismaili de Lisboa fica em prisão preventiva

Abdul Bashir vai ficar detido no Hospital Prisional de Caxias.
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Abdul Bashir, o cidadão afegão que matou duas mulheres durante um ataque ao Centro Ismaili de Lisboa, a 28 de março, vai ficar em prisão preventiva, avança esta quarta-feira a CNN Portugal.

Foi hoje presente a tribunal e vai ficar detido no Hospital Prisional de Caxias.

Abdul Bashir usou uma "faca de grandes dimensões" no ataque ao Centro Ismaelita, na Avenida Lusíada, em Lisboa, no qual duas mulheres morreram: Mariana Jadaugy, de 24 anos, e Farana Sadrudin, de 49, que trabalhavam no centro na ajuda aos refugiados.

O autor do ataque acabou por ser neutralizado pela polícia, tendo sido atingido pelas autoridades. Foi detido e transportado, na altura, para o Hospital de São José, em Lisboa. Abdul Bashir, um refugiado afegão, viúvo, que residia em Odivelas, tem três filhos menores.

O diretor nacional da PJ, Luís Neves, referiu que o ataque ao Centro Ismaelita de Lisboa não configurava a prática de um crime motivado religiosamente, ou seja terrorismo, não tendo sido encontrado o "mínimo indício" de radicalização.

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, disse, na altura, que o autor do ataque "foi vítima do falecimento" da mulher "num campo de refugiados na Grécia" e que se tratava "de um cidadão com uma vida bastante tranquila", que "beneficiava do apoio da comunidade ismaelita."

"O suspeito não tinha qualquer sinalização que justificasse cuidados de segurança", assegurou então o ministro.

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