Acampada de Lisboa aprova nova manifestação no sábado seguida de concentração
Foto: Leonardo Negrão

Acampada de Lisboa aprova nova manifestação no sábado seguida de concentração

Já a assembleia popular que decorreu na Praça D. João I, no Porto, votou por voltar a acampar no local, onde desde 10 de outubro manifestantes têm reivindicado o direito à habitação.
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 A Acampada de Lisboa aprovou esta quarta-feira, 28 de outubro, em assembleia popular a realização no próximo sábado de uma nova manifestação entre o Marquês de Pombal e o Rossio, seguida de concentração nesta última praça.

A proposta foi aprovada com mais de 230 votos a favor, contra 95 de pessoas que pretendiam apenas a realização de uma concentração na Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio.

A intenção dos manifestantes é votar no sábado se a concentração incluirá a montagem de tendas no Rossio.

Assembleia popular vota voltar a acampar na Praça D. João I no Porto

Já a assembleia popular que decorreu na Praça D. João I, no Porto, votou por voltar a acampar no local, onde desde 10 de outubro manifestantes têm reivindicado o direito à habitação e sido sujeitos a duas cargas policiais.

Em assembleia popular, foi votado reacampar no local esta noite, estando disponíveis pelo menos 30 tendas, além de sacos-cama.

A decisão foi tomada numa assembleia popular que decorreu com a presença de cerca de 300 pessoas na Praça D. João I, ainda que nem todos estivessem envolvidos na votação.

Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

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