A origem das espécies: dos rios aos monumentos

Uma nova espécie de microalga pode aparecer nos sítios mais inusitados, até nas portas ou nos vitrais de um monumento com séculos de história.

"Normalmente, a maior parte das algas vive nos mares, nos lagos ou nos rios - são o principal fornecedor de alimento nesses sistemas. Mas desde que haja um bocadinho de humidade podem aparecer em muitos outros ambientes", explica Lília Santos, coordenadora da Algoteca de Coimbra. E muitas dessas espécies de origem insólita enriquecem agora a coleção coimbrã. "Temos aí algumas que estavam a danificar vitrais do Mosteiro da Batalha, outras que fomos recolher quando foi feita a limpeza da Porta Férrea [da Universidade de Coimbra], e até em zonas de minas de arsénio, onde não esperaríamos encontrar nada", exemplifica a investigadora, lembrando como descobertas do género podem ter uso em vários campos. "Uma alga assim, que sobrevive a níveis elevadíssimos de arsénio, pode ter aplicação futura na biorremediação [descontaminação] de solos poluídos com metais pesados", sugere. Afinal, num sítio inesperado pode estar uma descoberta.

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