A investigadora

Natural de Vila Nova de Gaia, Maria Mota é, aos 46 anos, uma das referências mundiais no estudo da malária.

A sua carreira científica já lhe valeu, por exemplo, uma comenda da ordem do Infante D. Henrique, que lhe foi atribuída quando tinha apenas 34 anos e, mais recentemente, em 2013, o Prémio Pessoa.

Foi a mais jovem vencedora da história deste galardão. Licenciada em Biologia, em 1992, cedo assumiu o objetivo de fazer "biologia de microscópio" - tal como a definiu numa entrevista ao jornal i, em 2013. E com uma formação dividida entre Portugal e o estrangeiro rapidamente atingiu esse objetivo. Em 1994 concluiu o mestrado em imunologia e, dois anos depois, aos 25 anos, doutorou-se em parasitologia molecular.

É há vários anos investigadora principal na Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. À força da notoriedade que tem alcançado, o espaço que lidera é muitas vezes referido - tanto na universidade como fora dela -, por "Laboratório Maria Mota", mas faz sempre questão de usar o "nós" quando refere o que está a ser feito. A sua equipa combina investigadores e alunos a concluírem a formação ao nível do mestrado e do doutoramento, portugueses e estrangeiros, "residentes" e cientistas ligados a outras instituições.

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